Quem manda na posse nem sempre manda no placar. O AS Monaco surpreendeu o Paris Saint-Germain e venceu por 3 a 1 no Parc des Princes, na noite de sexta-feira, 6 de março de 2026, abrindo a 25ª rodada da Ligue 1. Mesmo com larga superioridade na posse de bola, o líder PSG pouco incomodou, enquanto o time do técnico Adi Hütter foi letal em cada erro adversário. O resultado pode reduzir a vantagem parisiense na tabela para apenas quatro pontos, caso o Lens vença o seu compromisso no fim de semana.
Monaco sufoca a construção parisiense e transforma erros em gols
Desde o apito inicial, o plano visitante foi claro: linhas compactas, bloqueio central e transição rápida. Coulibaly, Fofana e Zakaria encurtaram espaços sobre Vitinha e Zaire-Emery, forçando o PSG a circular de lado a lado. Quando a bola era roubada, a verticalidade monegasca fazia a diferença.
O primeiro golpe veio aos 27 minutos, após desarme de Coulibaly dentro da área: Balogun fez o pivô e Maghnes Akliouche finalizou de canhota. Já no início da etapa final, Golovin – que acabara de entrar – ampliou, aproveitando desvio involuntário de Vitinha. A breve reação parisiense surgiu com Barcola, servido por Hakimi, mas durou pouco: outra recuperação de Akliouche originou o chute de Balogun que desviou em Pacho e decretou o 3 a 1.
Akliouche: da prata olímpica ao protagonismo na Ligue 1
Convocado recentemente por Didier Deschamps, Akliouche, 24 anos, já coleciona marcas relevantes:
- Prata nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 sob comando de Thierry Henry;
- Versatilidade: atua como meia-atacante central, ponta invertido ou segundo atacante;
- Contrato no Monaco até 2028, após assédio de Arsenal, Liverpool, Manchester United, Manchester City, Tottenham, Real Madrid e PSG em 2025.
Em Paris, o camisa 17 sintetizou o conceito de jogador de entrelinhas: leitura para pressionar, técnica para conservar a posse e frieza para finalizar ou servir companheiros. Sua performance reforça por que o Monaco resiste a negociar a joia antes de 2027, quando a multa rescisória cresce de forma escalonada.
Raio-X da Partida
- Posse de bola: PSG 66 % x 34 % Monaco (transmissão oficial da Ligue 1);
- Finalizações no alvo: PSG 3 x 5 Monaco;
- Gols: Akliouche 27’/1ºT, Golovin 53’/2ºT, Barcola 70’/2ºT, Balogun 73’/2ºT;
- Desarmes no terço final: Monaco 7 x 2 PSG – principal gatilho para os contra-ataques;
- Classificação momentânea: PSG segue líder, mas vê a diferença cair para 4 pontos; Monaco consolida-se na zona de Champions.
O que muda na corrida pelo título e na temporada
Para Luis Enrique, o revés serve de alerta: a equipe acumula dificuldades diante de adversários que negam profundidade e pressionam logo após a perda da bola. As lacunas defensivas – sobretudo nos corredores, exploradas por Coulibaly e Balogun – tornam-se tema prioritário antes da reta final da Ligue 1.
Imagem: Internet
No lado monegasco, a vitória reforça a consistência do 4-4-2 reativo de Hütter e injeta confiança na briga por vaga direta na próxima Champions League. A consolidação de Akliouche como referência ofensiva pode inclusive alterar a estratégia do clube no mercado de meio de ano: vender agora renderia cifras altas, mas mantê-lo até 2027 significaria potencial esportivo e financeiro ainda maior.
Perspectiva: com 13 rodadas restantes, cada ponto passa a ter peso de decisão. Se o Lens confirmar a vitória no fim de semana, a pressão sobre o PSG crescerá junto às demandas por ajustes táticos imediatos. Já o Monaco, embalado, encara a próxima sequência mirando não apenas o G-4, mas uma eventual aproximação dos líderes caso o tropeço parisiense vire tendência.
Com informações de Trivela