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    Como vitória do São Paulo no último mês pode antecipar o que esperar de Roger Machado

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    São Paulo, 12 de março de 2026 – Um dia após a demissão de Hernán Crespo, o São Paulo anunciou Roger Machado como novo técnico e já o colocará à beira do campo nesta quinta-feira (12), contra a Chapecoense, pela 5ª rodada do Brasileirão. Na apresentação, o treinador de 51 anos explicou que pretende aproveitar a estrutura deixada pelo antecessor e citou a vitória por 2 x 0 sobre o Grêmio, em 11 de fevereiro, como ponto de partida para o padrão de jogo que deseja implementar.

    Por que a partida contra o Grêmio virou referência para Roger

    Naquele confronto, Crespo manteve o esquema 4-3-1-2, com um meio-campo móvel formado por Marcos Antônio (esquerda), Danielzinho (centro) e Bobadilla (direita). A combinação possibilitou troca constante de posições, aproximação curta para passes e domínio territorial no terço final.

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    Com os laterais Enzo Díaz e Lucas Ramon garantindo amplitude, o trio ofensivo composto por Lucas Moura (enganche), Luciano e Calleri apareceu em diferentes zonas para receber entre linhas ou finalizar. O pênalti convertido por Lucas e o gol de Calleri saíram justamente dessa circulação interior.

    “Foi o jogo que melhor representou a qualidade que o São Paulo pode colocar em campo”, afirmou Roger, destacando o “tripé de meio criativo”, os dois finalizadores e o enganche responsável por acelerar a posse.

    Raio-X da vitória: os dados que embasam a escolha

    • 18 finalizações tricolores, sendo 9 dentro da área.
    • 5 grandes chances criadas, segundo o SofaScore.
    • 4,72 gols esperados (xG) – maior marca do clube em 2026 até aqui.
    • Mapa de calor indica Marcos Antônio controlando a saída curta e Danielzinho infiltrando na área.
    • Expulsão de Marcos Leonardo (Grêmio) no início do 2º tempo intensificou a pressão, mas o domínio já era claro na 1ª etapa.

    O que muda com Roger Machado

    Apesar de manter o 4-3-1-2 como ponto de partida, Roger salientou que dará “sua assinatura” em dois aspectos:

    1. Pressão pós-perda mais agressiva: o treinador costuma acionar encaixes individuais no campo adversário para recuperar a bola em até cinco segundos.
    2. Compactação em espaços curtos: linhas aproximadas para reduzir o campo jogável e facilitar transições ofensivas curtas, algo que já se viu em seus trabalhos recentes no Internacional (2024-25).

    Defensivamente, o ajuste principal será proteger a transição defensiva — ponto frágil nos piores momentos da era Crespo. A entrada eventual de Pablo Maia, volante de maior intensidade e cobertura, é recurso citado pelo próprio Roger para equilibrar o sistema sem sacrificar a construção.

    Calendário e impacto imediato

    A estreia de Roger ocorre contra a Chapecoense, equipe que prioriza ataques pelos corredores laterais. A tendência é ver o São Paulo usando a pressão alta para isolar o jogo pelo centro, exatamente como na partida referência contra o Grêmio.

    Na sequência, o Tricolor encara Atlético-MG (fora) e Corinthians (casa). Se a compactação alta surtir efeito, o clube pode reduzir a média de 1,4 gol sofrido por partida registrada nas quatro primeiras rodadas, além de aproveitar o bom momento de Calleri (3 gols em 2026) para escalar na tabela.

    Perspectiva para a temporada 2026

    Ao adotar a vitória sobre o Grêmio como espelho, Roger Machado busca acelerar a assimilação de princípios já conhecidos pelo elenco. Se conseguir manter o volume ofensivo do 4-3-1-2 com a solidez defensiva que marcou seus trabalhos de maior sucesso, o São Paulo tende a ganhar consistência no Brasileirão e chegar mais competitivo às fases decisivas da Copa do Brasil no segundo semestre.

    Com informações de Trivela

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