São Paulo e Jonathan Calleri iniciaram, nesta semana, uma nova rodada de negociações para estender o vínculo que hoje vai até dezembro de 2026. O clube deseja um acréscimo de dois anos, enquanto o atacante argentino, 30 anos, cogita contrato mais curto antes de encerrar a carreira no All Boys, seu clube formador.
Por que o São Paulo se mexe agora
O Tricolor age com antecedência porque, a partir de julho de 2026, Calleri poderá assinar um pré-contrato com qualquer equipe sem compensação financeira ao clube. A diretoria entende que:
- O camisa 9 é o principal leaderboard ofensivo e referência de vestiário após as saídas de ídolos recentes.
- Recuperado de lesão grave no ligamento do joelho – que o tirou de quase toda a temporada 2025 –, o argentino voltou a atuar e já retomou o posto de capitão.
- A manutenção de atletas-chave facilita o planejamento orçamentário e evita gastos elevados no mercado para repor um centroavante de status similar.
Raio-X de Calleri no Tricolor
Números desde o retorno ao clube (2021-2024)*
- 117 partidas oficiais
- 44 gols marcados
- Título de maior artilheiro estrangeiro do São Paulo no século
- Campeão da Copa do Brasil 2023
*Dados do site OGol até maio/2024.
O que trava a assinatura
Embora ambas as partes queiram a permanência, há dois pontos em debate:
- Duração do novo vínculo – O clube propõe extensão até o fim de 2028; o jogador admite ficar, mas prefere contrato de um ano, deixando a porta aberta para encerrar a carreira no All Boys.
- Estrutura salarial – A diretoria quer diluir eventuais luvas em salários escalonados, mantendo o teto da folha. Para Calleri, a valorização precisa refletir sua posição de líder e artilheiro.
Impacto tático e de elenco
Com Calleri saudável, o técnico (à época da retomada) ganha:
Imagem: Rubens Chiri
- Presença diária na área: 0,37 gol por jogo desde 2022, índice superior à média de 0,25 do elenco no Brasileirão 2023.
- Facilitação do jogo de apoios – o argentino executa em média 18,3 disputas de bola ofensivas por 90 min, abrindo espaços para pontas de velocidade.
- Referência de liderança: eleito capitão por votação interna, ele fortalece o comprometimento de atletas da base recém-integrados.
Projeção: como o acerto (ou não) afeta 2025
Se a renovação sair ainda em 2024, o clube poderá concentrar atenções no mercado de extremos e meio-campistas criativos, setores apontados pela análise interna como carentes. Em caso de impasse e eventual saída, o São Paulo teria de:
- Buscar substituto de alto custo – hoje, centroavantes com números semelhantes na Série A têm valor de mercado superior a €6 milhões.
- Acelerar a maturação de talentos da base, como Juan, para 2025.
- Redesenhar o modelo de jogo, reduzindo dependência de pivô fixo e apostando em mobilidade no ataque.
Próximos capítulos: a expectativa é de que uma definição ocorra até a pausa de meio de temporada. Um acordo prolongado fixaria Calleri como referência do São Paulo na transição para o novo MorumBis e daria estabilidade ao elenco que disputará Libertadores e Brasileirão em 2025.
Com informações de Nação Tricolor