Quem? Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras, Corinthians, Fluminense e Mirassol.
O quê? Definição dos grupos da Copa Libertadores 2026.
Quando? 19 de março de 2026.
Onde? Sede da Conmebol, em Luque, Paraguai.
Por quê? Sorteio oficial que abre o caminho da fase de grupos e projeta o nível de dificuldade de cada brasileiro na competição continental.
Fla reencontra Estudiantes e encara a altitude de 3 400 m em Cusco
Campeão de 2025, o Flamengo lidera o Grupo A, que reúne o tradicional Estudiantes de La Plata, algoz rubro-negro em 2023, o Cusco FC (PER) a 3 400 m de altitude e o Independiente Medellín (COL). A chave exige gestão física: serão três viagens acima de 3 000 km e um jogo na altitude que testa o sistema cardiovascular dos atletas. No papel, os cariocas têm elenco para avançar, mas a logística impõe rodízio e preparação específica.
Cruzeiro volta à Libertadores no “grupo da morte” com Boca
Longe do torneio desde 2019, o Cruzeiro caiu no duríssimo Grupo D, que tem o Boca Juniors — rival que levou a melhor na final de 1977 e nas quartas de 2018 —, o Barcelona de Guayaquil (EQU) e a Universidad Católica (CHI). São adversários históricamente copeiros: Boca soma seis títulos, Barcelona chegou a duas finais (1990 e 1998) e Católica costuma ser forte em Santiago. Para o técnico Nicolás Larcamón, a consistência defensiva (a Raposa sofreu só 0,84 gol/jogo no Brasileirão 2025) será crucial contra ataques experientes.
Palmeiras e Corinthians ficam em chaves tecnicamente equilibradas
No Grupo F, o Palmeiras tem o seed mais favorável entre os brasileiros: Cerro Porteño (PAR), Junior Barranquilla (COL) e Sporting Cristal (PER). Todos somam apenas uma semifinal nos últimos 15 anos. O histórico recente de Abel Ferreira — semifinalista em cinco das últimas seis edições — sustenta o favoritismo alviverde.
O Corinthians, por sua vez, encara Peñarol (URU), Santa Fe (COL) e Platense (ARG) no Grupo E. Os uruguaios vêm de campanha irregular, e colombianos e argentinos participaram da fase prévia. A tendência é de briga direta Timão x Peñarol pela ponta.
Fluminense lidera, mas viagens desgastam Grupo C
O Fluminense tem em mãos Bolívar (BOL), Deportivo La Guaira (VEN) e Independiente Rivadavia (ARG). A altitude de La Paz (3 600 m) foi evitada — o jogo em La Paz seria contra Bolívar, mas o clube costuma mandar partidas em Cochabamba ou Santa Cruz, mais baixas — porém a logística combina dois voos de mais de 5 h. O estilo posicional de Fernando Diniz, que exige intensidade com a bola, pode sofrer em gramados de menores dimensões.
Estreante Mirassol encara 2 850 m de Quito e 4 150 m de El Alto
Debutando na Libertadores, o Mirassol caiu no Grupo G com LDU (EQU), Lanús (ARG) e Always Ready (BOL). Além de enfrentar dois campeões continentais, o Leão Caipira terá o maior desafio de altitude da edição: 4 150 m em El Alto. A equipe de Mozart Santos, que privilegia transições rápidas, precisará adaptar ritmo e metrificar esforços para manter o modelo de jogo.
Raio-X dos brasileiros na fase de grupos
Histórico recente (2019-2025):
- Flamengo – 3 títulos, 1 vice, 81% de aproveitamento em grupos.
- Palmeiras – 2 títulos, 2 semifinais, 88% de aproveitamento em grupos.
- Fluminense – 1 semifinal, 75% de aproveitamento em grupos.
- Corinthians – 1 quartas, 67% de aproveitamento em grupos.
- Cruzeiro – ausente desde 2019; última eliminação nas oitavas.
- Mirassol – estreia.
Altitudes a encarar: Cusco (3 400 m), Quito (2 850 m), El Alto (4 150 m).
Imagem: Internet
Distância média de viagem: Cruzeiro 3 200 km, Flamengo 3 050 km, Mirassol 3 800 km, Fluminense 3 300 km, Corinthians 2 450 km, Palmeiras 2 600 km.
Premiação e impacto financeiro
A Conmebol elevou a premiação: o campeão de 2026 receberá US$ 25 milhões apenas pela final, podendo acumular até US$ 40 milhões em todo o percurso. Para clubes com orçamentos na casa de R$ 500 milhões/ano, como Flamengo e Palmeiras, o bônus cobre folha mensal; para Mirassol, representa quase duas temporadas de receita operacional.
O que observar nos próximos meses
A fase de grupos começa em 2 de abril. Até lá, os clubes terão duas datas Fifa e a reta final dos Estaduais para ajustar elencos. O Cruzeiro projeta novos reforços para o ataque, o Flamengo testa preparação em altitude em Teresópolis, enquanto o Mirassol deverá antecipar viagem para Quito por aclimatação. O desempenho inicial pode redefinir prioridades no calendário brasileiro, influenciando rotação de elenco no Brasileirão e competições domésticas.
Conclusão: O sorteio de 2026 colocou os brasileiros em cenários contrastantes: enquanto Fla e Raposa abrem campanhas sob alto nível de exigência, Verdão e Timão têm percurso menos turbulento para sonhar com o mata-mata. A largada em abril servirá de termômetro para ajustes finais antes da fase decisiva, que entrega premiação recorde e pode alterar o equilíbrio financeiro da temporada.
Com informações de Trivela