Rio de Janeiro (RJ) – O sorteio da fase de grupos da CONMEBOL Libertadores 2026, realizado na quinta-feira (19), definiu não só os adversários, mas também a maratona aérea que cada clube brasileiro enfrentará entre 7 de abril e 28 de maio: o Fluminense percorrerá 9.976 km, a maior distância entre os representantes do país, enquanto o Corinthians viajará “apenas” 7.566 km, segundo levantamento do Data ESPN.
Entenda as rotas mais longas
O Fluminense terá deslocamentos extensos principalmente por cruzar o eixo norte-sul do continente. Já Flamengo e Cruzeiro também ultrapassam a marca de 9 mil km, pois visitarão localidades distantes no noroeste sul-americano, combinando trechos internacionais longos com retornos ao Brasil em intervalos inferiores a dez dias.
Por que as distâncias importam?
A quilometragem acumulada impacta diretamente carga de treinamento, planejamento de logística e tempo de recuperação. Em 2025, por exemplo, equipes que ultrapassaram 9 mil km durante a fase de grupos registraram aumento médio de 13% em lesões musculares (dados do CIES Football Observatory). Assim, roteiros extensos podem obrigar comissões técnicas a:
- Rotacionar mais o elenco em jogos nacionais;
- Ajustar microciclos de treino, reduzindo sessões de alta intensidade;
- Buscar voos fretados ou escalas estratégicas para minimizar conexões.
Raio-X dos deslocamentos brasileiros
• Fluminense – 9.976 km
Principais trechos: Rio → Assunção (Paraguai) / Rio → Lima (Peru) / Rio → Cali (Colômbia).
• Flamengo – cerca de 9.900 km*
A equipe rubro-negra cruzará três fusos horários diferentes, o que exige atenção especial à cronobiologia dos atletas.
• Cruzeiro – cerca de 9.500 km*
Viagens longas combinadas a jogos contra times de altitude moderada exigem adaptação progressiva.
• Mirassol – 7.685 km
Apesar da menor quilometragem, o estreante encara dois jogos acima de 2.800 m: Quito (2.850 m) contra a LDU e El Alto (4.090 m) diante do Always Ready.
Imagem: Internet
• Corinthians – 7.566 km
Viagens concentradas no cone sul facilitam retornos rápidos a São Paulo e permitem calendário doméstico menos apertado.
*Estimativas indicadas pela ESPN; números exatos não foram divulgados.
Impacto na preparação física e tática
Clubes com maiores deslocamentos costumam priorizar modelos de jogo de posse controlada e linhas defensivas compactas fora de casa, reduzindo o desgaste sem bola. Já equipes com cronogramas mais curtos, como o Corinthians, podem sustentar pressão alta por mais minutos, pois terão ciclos de recuperação superiores a 72 horas entre as rodadas.
O que vem pela frente
A fase de grupos termina em 28 de maio, antes da Copa do Mundo. O acúmulo de milhas pode influenciar diretamente quem avançará às oitavas e quem migrará para a Sul-Americana – cenário em que a distância percorrida até aqui costuma pesar, já que o mata-mata voltará apenas no segundo semestre. Monitorar como preparadores físicos administram cargas e como técnicos ajustam rotações se tornará chave para compreender o desempenho brasileiro no continente.
Com informações de ESPN.com.br