LONDRES (24/03/2026) — Arsenal e Chelsea abrem nesta terça-feira (24), às 17h (de Brasília), as quartas de final da UEFA Champions League feminina no Emirates Stadium. O clássico ganha contornos especiais porque a atacante Alessia Russo, 27 anos, ex-jogadora da base do Chelsea, chega ao duelo como principal referência ofensiva do Arsenal, com 19 gols e 6 assistências em 35 partidas na temporada.
Da base do Chelsea ao protagonismo no Arsenal
Russo vestiu azul em 2015/16, mas atuou apenas uma vez pela equipe principal. Seu desempenho na mesma temporada pelas seleções de base da Inglaterra — 15 gols em 14 jogos — antecipava um potencial que o Chelsea não aproveitou. Depois de passagem de destaque por Manchester United (2020-2023), a centroavante assinou com o Arsenal no meio de 2023 e encaixou-se imediatamente no 4-3-3 de Jonas Eidevall.
Fator de desequilíbrio: como Russo muda o ataque gunner
No modelo atual do Arsenal, Russo funciona como nove móvel: recua para tabelar, libera as pontas Mead e Foord para atacarem os espaços e, dentro da área, apresenta alto índice de conversão. Segundo dados públicos da WSL, ela registra média superior a 0,55 gol por jogo desde a chegada ao clube. Isso compensou a lesão de longa duração de Vivianne Miedema e manteve o Arsenal entre os ataques mais produtivos da liga inglesa.
Raio-X estatístico
- Gols na temporada 2025/26: 19 (14 pelo Arsenal, 5 pela seleção inglesa)
- Assistências: 6
- Participação direta em gols: 25 em 35 partidas (71,4 minutos para cada participação)
- Títulos pela seleção: Euro 2022 e Euro 2025, artilheira da final em 2025
O que o Chelsea precisa neutralizar
Emma Hayes costuma alternar entre a linha de quatro e três zagueiras. Na última vez que enfrentou o Arsenal em mata-mata europeu (2024/25), optou pelo 3-4-3 para bloquear as costas dos laterais gunners — e ainda assim caiu nos pênaltis. O dilema agora é conter Russo sem abrir espaço para as volantes avançarem. A tendência é que a zaga coloque marcação dupla, com a volante Erin Cuthbert recuando para formar superioridade numérica.
Impacto na rota do título
Quem avançar deste confronto encara Wolfsburg ou Lyon na semifinal — dois adversários que historicamente exploram transições rápidas. Para o Arsenal, eliminar o Chelsea significaria manter viva a busca pelo bi continental (o primeiro veio em 2007) e consolidar Russo como sucessora natural de Miedema na hierarquia ofensiva. Já para o Chelsea, segurar a ex-prata da casa pode ser o gatilho para finalmente conquistar a Champions que escapou em 2021.
Imagem: Internet
Próximos passos: além do clássico em Londres, Wolfsburg x Lyon jogam às 14h45, e a volta dos duelos está marcada para 1.º de abril. Até lá, observadores técnicos acompanharão não só o desempenho de Russo, mas também a capacidade do Chelsea de ajustar sua linha defensiva. Esse recorte definirá o favoritismo na chave e pode interferir diretamente na corrida pelo título europeu desta temporada.
Com informações de ESPN Brasil