Com Rivaldo e sem Marquinhos, seleção ganha reforços, mas ainda treina incompleta antes de enfrentar a França

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Orlando (EUA), 24/03/2026 – No segundo dia de atividades da Seleção Brasileira em solo norte-americano, Carlo Ancelotti recebeu oito reforços de peso – Endrick, Vinícius Jr., Gabriel Martinelli, Raphinha, Wesley, Kaiki, Danilo e o goleiro Hugo Souza – mas ainda não pôde contar com o zagueiro Marquinhos, ausente por problema muscular, a dois dias do amistoso contra a França, em Boston.

Reforços de peso no segundo dia em Orlando

Com a chegada do trio ofensivo Endrick–Vinícius Jr.–Raphinha, o técnico italiano passa a ter todas as peças de ataque previstas na convocação. A amplitude de Raphinha pela direita, a profundidade de Vinícius pelo lado oposto e a mobilidade de Endrick como referência oferecem ao treinador a possibilidade de manter o 4-3-3 de posicionamento, sistema que vem sendo testado desde o início do ciclo para a Copa de 2030.

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No setor defensivo, o lateral Wesley e o zagueiro Danilo ampliam as alternativas de construção curta – ambos são reconhecidos pela boa saída de bola nos respectivos clubes da Premier League. Já Hugo Souza chega como terceiro goleiro, papel fundamental em treinamentos específicos de finalização.

Visita de um pentacampeão: o significado tático e simbólico de Rivaldo

Morar em Orlando permitiu a Rivaldo acompanhar de perto o trabalho da seleção. A presença do camisa 10 do penta tem valor simbólico em vésperas de um duelo contra a França, adversário que o meia enfrentou duas vezes em Copas (1998 e 2006). Nos bastidores, o ex-jogador conversou rapidamente com Vini Jr. sobre movimentações em diagonal, característica marcante em ambos os estilos de jogo.

Ponto de interrogação na defesa: situação de Marquinhos

Único titular absoluto da zaga, Marquinhos permaneceu em tratamento interno após sentir desconforto muscular na segunda-feira (23). Caso não tenha condição de atuar, Ancelotti terá de reposicionar a linha de defesa. Danilo e Gabriel Magalhães são as opções imediatas, mas o entrosamento entre eles ainda não foi testado em partidas oficiais.

Além do zagueiro, Douglas Santos (lateral) e Luiz Henrique (atacante) desembarcam apenas na noite desta terça-feira e farão o primeiro treino completo apenas na quarta (25), poucas horas antes da viagem para Massachusetts.

Raio-X da delegação: quem chegou e quais funções cumprem

  • Hugo Souza – goleiro – fortalecimento da bola aérea nos treinos.
  • Wesley – lateral direito – saída de 3 para facilitar a construção.
  • Kaiki – lateral esquerdo – opção de profundidade pelo flanco.
  • Danilo – zagueiro – coberturas curtas e jogo físico.
  • Endrick – centroavante – mobilidade na última linha.
  • Gabriel Martinelli – ponta/esquerda – transição veloz.
  • Raphinha – ponta/direita – amplitude e bolas paradas.
  • Vinícius Jr. – ponta/esquerda – drible e ruptura.

O que está em jogo nos amistosos contra França e Croácia

Embora sejam partidas de Data FIFA, os confrontos diante de França (26/03) e Croácia (31/03) funcionam como laboratório final antes da convocação de maio, quando o Brasil enfrentará o Panamá. Nessas datas, Ancelotti pretende definir a dupla de zaga titular e testar Endrick como “9” puro, já que o atacante ganhará sequência no clube europeu a partir de julho.

Para a comissão técnica, o duelo em Boston é particularmente relevante porque a França utiliza um 4-2-3-1 que espelha a estrutura brasileira, o que permite mensurar a eficácia das transições defensivas do meio-campo composto por box-to-box como Bruno Guimarães e João Gomes.

Próximos passos: como a situação de Marquinhos pode alterar o plano de jogo

Se o capitão do Paris Saint-Germain não reunir condições, a seleção pode sustentar menos pressão alta, recuando a linha defensiva para proteger Gabriel Magalhães e Danilo de ataques em profundidade, especialidade de Kylian Mbappé pelo lado esquerdo francês. Nesse cenário, Casemiro – peça testada como zagueiro em 2025 – surge como alternativa para fechar o miolo e liberar Danilo para a cobertura lateral, mantendo a saída de três.

Com o setor ofensivo completo, mas a defesa em compasso de espera, Ancelotti encara a França com um elenco quase fechado para o último bloco de amistosos antes das competições oficiais do segundo semestre. A resposta sobre a condição de Marquinhos e a performance dos recém-chegados definirá o roteiro tático da equipe rumo ao próximo desafio continental.

Com informações de ESPN Brasil

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