Liverpool pode perder, ainda antes da abertura oficial da janela de transferências do meio do ano, seus dois principais estrategistas de mercado: o diretor esportivo Richard Hughes e o CEO de Futebol Michael Edwards, ambos alvo de propostas da Saudi Pro League. A dupla analisa o convite desde o início de 2026, e uma eventual debandada deixaria o técnico Arne Slot com maior poder decisório na reformulação do elenco – processo considerado crítico após uma temporada de rendimento abaixo do esperado.
Por que Hughes e Edwards podem sair?
• Richard Hughes – contratado em 2024, conduziu os dois últimos verões de contratações, mas vê seu trabalho questionado pela montagem de um elenco considerado “desequilibrado” por parte da torcida.
• Michael Edwards – regressou ao clube também em 2024, desta vez como CEO de Futebol do grupo FSG, com a missão de liderar um modelo multi-club. O projeto, entretanto, não avançou: Getafe, Málaga e Bordeaux foram estudados, mas nenhuma compra se concretizou.
• A Saudi Pro League deseja replicar no Oriente Médio a estrutura de gestão que tornou o Liverpool case de sucesso de scouting e dados. Os altos salários oferecidos empolgam ambos os executivos.
Como fica a política de contratações do Liverpool
Sem seus principais decisores, o planejamento de curto prazo tende a orbitar em torno de Arne Slot. Dos 25 inscritos na Premier League, o clube carece de atletas “homegrown” (formados na Inglaterra), e terá de:
- Substituir Mohamed Salah, que indicou ter apenas “mais 10 partidas” pelos Reds.
- Resolver a permanência de Federico Chiesa, em baixa, o que pode exigir dois novos pontas.
- Definir o futuro de Ibrahima Konaté e analisar ofertas por Alisson, Joe Gomez, Andy Robertson e Curtis Jones – três deles contam para a cota local.
Raio-X do elenco e lacunas identificadas
Contratações recentes (verão 2025): Jeremie Frimpong (ALA/D), Milos Kerkez (LE), Florian Wirtz (MEI), Hugo Ekitike (ATA) e Alexander Isak (ATA).
Lacunas persistentes:
| Posição | Motivo da carência |
| Ponta direita | Substituição futura de Salah |
| Ponta esquerda | Possível saída de Chiesa |
| Zagueiro destro | Incerteza sobre Konaté e gestão de minutos de Van Dijk, 34 anos |
| Meio-campista “homegrown” | Quota mínima de 8 jogadores formados na Inglaterra |
Impacto tático: Slot ganha voz, mas assume risco
Com menor interferência de Hughes e possivelmente sem Edwards, o treinador deverá priorizar atletas capazes de executar seu 4-2-3-1 de pressão alta, modelo que exige extremas de profundidade e zagueiros com bom passe vertical. A margem de erro, porém, diminui: erros de casting podem comprometer a transição para a temporada 2026/27.
Imagem: Andrew Powell Liverpool FC via Getty s
O que vem a seguir?
A decisão de Hughes e Edwards deve ocorrer antes de junho, quando o mercado europeu se aquece. Caso ambos saiam, o Liverpool precisará agilizar um novo organograma ou confirmar Slot como figura central em compras e vendas – solução que, historicamente, os Reds evitam desde a saída de Brendan Rodgers em 2015. Até lá, cada jogo restante de Salah e o futuro de jogadores-chave serão monitorados como termômetro do nível de urgência em Anfield.
Com informações de Liverpool.com