São Paulo, 27 de março de 2026 – O Corinthians abriu negociações com um atacante do futebol paulista depois de esbarrar no alto salário de Arthur Cabral, do Botafogo. A direção alvinegra quer fechar a contratação ainda nesta janela de transferências para suprir as constantes baixas no setor ofensivo.
Por que o Timão mudou de alvo?
De acordo com o jornalista Jorge Nicola, Corinthians e Arthur Cabral tinham conversas avançadas, mas o pacote salarial solicitado pelo estafe do jogador fugiu do orçamento imposto pela SAF corintiana. Com o prazo da janela se encerrando em poucos dias, a diretoria acionou um “plano B” que envolve um atacante de outro clube paulista – nome ainda mantido em sigilo.
O perfil buscado e os nomes ventilados
Nicola revelou apenas que o alvo foi artilheiro de sua equipe no Paulistão 2026. Nos bastidores, dois jogadores encaixam no perfil:
- Renê Sousa (22 anos, Portuguesa): 11 jogos e 7 gols no Estadual.
- Robson (34 anos, Novorizontino): 15 jogos, 8 gols e 3 assistências.
Ambos atuam como centroavante móvel, característica valorizada pelo técnico António Oliveira para alternar entre o 4-3-3 e o 4-4-2 losango.
Raio-X do ataque corintiano
• Lesões recorrentes: Yuri Alberto e Pedro Raul perderam juntos 12 jogos em 2026 por problemas musculares.
• Produção ofensiva: no Brasileirão 2025, o Corinthians marcou 47 gols em 38 rodadas – apenas o 14.º melhor ataque.
• Dependência de Giovane: o jovem da base participou de 36% dos gols da equipe em 2026 entre assistências e finalizações.
Impacto tático imediato
A chegada de um goleador em fase ascendente, como Renê Sousa, pode oferecer:
Imagem: Reprodução
- Pressão alta coordenada: o jogador da Lusa foi o terceiro atacante com mais desarmes no campo adversário no Paulistão (dados da FPF).
- Finalização de primeira: 5 dos 7 gols de Renê aconteceram com apenas um toque na bola, atributo que falta ao elenco atual.
- Profundidade de elenco: aumenta a rotatividade em meio à maratona de Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão.
Próximos passos na negociação
A janela nacional se fecha em 7 de abril. Caso opte por Renê Sousa, o Corinthians terá de negociar com a Portuguesa, que detém 70% dos direitos econômicos do atleta e projeta venda ao exterior. Uma alternativa seria empréstimo com opção de compra, modelo usado pelo clube em 2024 para trazer Matías Rojas.
Conclusão prospectiva: A busca urgente por um novo camisa 9 mostra que o Corinthians não pretende repetir a irregularidade ofensiva de 2025. Se confirmar o acerto com o artilheiro estadual, o Timão ganha fôlego antes da fase de grupos da Libertadores, onde enfrentará adversários que permitem poucos espaços. Nas próximas semanas, o desfecho da negociação indicará se o clube conseguiu alinhar ambição esportiva e responsabilidade financeira – fator que definirá o tom da temporada corintiana.
Com informações de SOU TIMÃO