Glasgow (Hampden Park), 1º amistoso de março — a seleção da Escócia foi superada por 1 x 0 pelo Japão, gol de Junya Ito nos minutos finais, e saiu de campo sob vaias. O técnico Steve Clarke classificou a reação como “decepcionante”, mas destacou pontos positivos no primeiro teste desde a vitória por 4 x 2 sobre a Dinamarca, em novembro, que carimbou o retorno escocês à Copa do Mundo após 27 anos de ausência.
Por que o amistoso importava
O encontro com o Japão abriu a série de quatro partidas que servirão de laboratório antes do Mundial. Inserida no Grupo C, ao lado de Haiti, Marrocos e Brasil, a Escócia precisava medir forças com um rival que também pressiona alto e circula a bola em velocidade, cenários esperados no torneio de junho.
O que funcionou e o que falhou
Defesa sólida, ataque inoperante. Clarke elogiou o comportamento sem bola, mas admitiu que “faltou progressão” no terço final. Tommy Conway, em sua segunda partida como titular, recebeu menção especial do treinador, atuando pela esquerda e ajudando na recomposição.
Raio-X do jogo
- Placar: Escócia 0 x 1 Japão
- Gol: Junya Ito, 85’
- Tendência tática: Escócia no 4-2-3-1, com dois volantes para espelhar a saída de três japonesa; Japão manteve o 4-3-3 de troca rápida de posições.
- Destaque escocês: Tommy Conway — agressivo nos duelos e responsável por 3 das 7 finalizações da equipe.
- Ponto crítico: apenas 1 finalização certa em 90 minutos, reforçando a dependência de bolas paradas que marcou as Eliminatórias.
Próximos passos no calendário
A seleção volta a campo já na terça-feira, contra a Costa do Marfim, no Hill Dickinson Stadium (Everton/ING). Depois, enfrenta Curaçao em 30 de maio e aguarda a definição do último adversário pré-Copa.
Impacto na preparação mundialista
As vaias em Hampden sinalizam que a expectativa local subiu após a classificação histórica. Para chegar competitiva ao torneio, a Escócia precisa:
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- Aumentar a eficiência na criação — hoje, média inferior a 1,2 gol por jogo desde setembro.
- Definir a referência ofensiva: Lyndon Dykes, Che Adams e o próprio Conway disputam a vaga.
- Manter o bloco médio que neutralizou o Japão, mas ajustar a transição ao recuperar a bola.
Se a resposta vier já diante da Costa do Marfim, Clarke ganha tempo para calibrar o 11 inicial antes de encarar Brasil e Marrocos, possivelmente os testes mais duros do grupo. Caso contrário, a pressão da arquibancada tende a crescer, adicionando um componente anímico a uma preparação que, até novembro, parecia em total ascensão.
Com informações de BBC Sport