Seattle (EUA), 28 de março de 2026 – O ex-campeão mundial Israel Adesanya foi nocautedo por Joe Pyfer no segundo round da luta principal do UFC Seattle, somando a quarta derrota consecutiva na divisão dos médios e ampliando um jejum de vitórias que dura desde abril de 2023.
Pressão inicial de Pyfer define o rumo do confronto
Logo após o soar do gongo, o norte-americano adotou postura agressiva, encurtando a distância e negando a tradicional vantagem de envergadura de Adesanya. No primeiro assalto, Pyfer conectou golpes significativos no clinch, minando a base de movimentação do nigeriano. A tentativa de ajuste de Adesanya no segundo round chegou tarde: um double leg de Pyfer levou a luta para o solo, onde o peso-médio da Pensilvânia martelou até a interrupção por nocaute técnico.
Por que a derrota pesa tanto para Adesanya?
• Sequência negativa rara: É a primeira vez que Adesanya acumula quatro reveses em série desde a migração do kickboxing para o MMA em 2012.
• Impacto no ranking: antes do evento, o nigeriano ocupava a 5ª posição oficial dos médios. O tropeço deve empurrá-lo para fora do top-5 pela primeira vez desde 2018.
• Momento da categoria: com o cinturão vago após a saída de Dricus Du Plessis por lesão, a disputa interna ficou ainda mais acirrada – e Adesanya deixa de ser nome imediato à cinta.
Raio-X dos protagonistas
Números de Israel Adesanya no UFC*
• Cartel: 24-7 (13-7 no UFC)
• Defesas de cinturão: 5 (2019-2022)
• Strikes significativos absorvidos por minuto: 3,5
• Vitórias por nocaute: 75% de seus triunfos
Números de Joe Pyfer no UFC*
• Cartel: 16-2 (6-0 no UFC)
• Sequência atual: 4 vitórias por nocaute ou finalização
• Strikes significativos conectados por minuto: 5,2
• Quedas por 15 minutos: 1,85
*Dados oficiais do UFC Stats até 28/03/2026
O que muda no caminho até o cinturão?
Para Joe Pyfer: o norte-americano sobe, no mínimo, para o top-6 e passa a ser considerado opção imediata para uma eliminatória de título. A depender do grau de lesão de Du Plessis, Pyfer pode até protagonizar disputa interina.
Imagem: Internet
Para Israel Adesanya: o nigeriano admitiu que “não vai a lugar algum”, mas o cenário aponta para matchmaking de recuperação, possivelmente contra nomes fora do top-10 ou uma superluta em peso casado para preservar seu valor de mercado.
Próximos passos do UFC Seattle e além
O card também registrou vitórias expressivas de Alexa Grasso e Michael Chiesa, movimentando outras divisões. Nos médios, porém, a maior consequência é a criação de uma nova hierarquia: Pyfer, Jared Cannonier e Roman Dolidze despontam como principais desafiantes enquanto Adesanya tenta reavaliar trajetória.
Conclusão prospectiva: Se Pyfer confirmar o momento ascendente com mais uma vitória, pode chegar a uma chance de título ainda em 2026. Já Adesanya, aos 36 anos, tem o desafio de reinventar seu repertório técnico para voltar a competir no mais alto nível – um enredo que continuará atraindo a atenção do público e definirá rumos da divisão dos médios.
Com informações de ESPN Brasil