Seattle (EUA), 28 de março de 2026 – O brasileiro Bruno Lopes foi nocauteado no segundo round pelo neozelandês Navajo Stirling, parceiro de treinos de Israel Adesanya na City Kickboxing, em duelo válido pela divisão meio-pesado (93 kg) no UFC Seattle. O resultado manteve Stirling invicto com 9-0 no MMA profissional e representou a segunda derrota seguida de Lopes em seu contrato de estreia no Ultimate, aumentando a pressão sobre o atleta para a próxima apresentação.
Como o combate se desenrolou
Stirling iniciou a luta explorando chutes baixos e altos, enquanto Lopes tentava contragolpear com jabs e buscava a luta agarrada quando era encurralado. Toda vez que o brasileiro tentou derrubar, o neozelandês manteve base firme e castigou de pé com ganchos na linha de cintura.
No segundo assalto, uma joelhada de Stirling abriu caminho para a sequência decisiva. Depois de balançar Lopes com um cruzado, o striker aplicou ground and pound até a interrupção do árbitro, selando o nocaute técnico.
Raio-X dos protagonistas
Navajo Stirling
– Cartel: 9 vitórias, 0 derrotas (7 nocautes, 1 finalização, 1 decisão)
– Idade: 28 anos
– Equipe: City Kickboxing (mesmo camp de Israel Adesanya, Dan Hooker e Kai Kara-France)
– Destaque técnico: variedade de chutes e defesa de quedas a 100% no UFC até aqui.
Bruno Lopes
– Cartel no UFC: 0 vitórias, 2 derrotas
– Momento: segunda queda consecutiva na organização
– Armas principais pré-UFC: boxe afiado e índice alto de nocautes no circuito regional brasileiro.
Por que o resultado importa para a divisão meio-pesado
O peso-meio-pesado vive período de renovação desde a saída de campeões como Jirí Procházka e de veteranos como Jan Błachowicz do topo do ranking. Com nove triunfos seguidos, Stirling se posiciona como nova promessa: atletas que chegam ao 10-0 costumam receber o primeiro oponente ranqueado. Se mantiver o ritmo, pode repetir o caminho rápido trilhado por Jamahal Hill rumo ao título em menos de quatro anos de organização.
Para Lopes, o alerta vermelho está aceso: historicamente, o UFC liberta atletas que acumulam três reveses seguidos ainda no primeiro contrato. Sua necessidade de vitória na próxima luta é estratégica não só para permanecer no roster, mas para evitar queda no mercado internacional.
Imagem: Internet
Próximos passos projetados
Para Navajo Stirling: a tendência é enfrentar um nome perto do Top-15, como Dustin Jacoby ou Carlos Ulberg, outro representante da City Kickboxing que também busca espaço no ranking. Um triunfo sobre adversário ranqueado o colocaria diretamente na conversa por lutas de topo de card em 2027.
Para Bruno Lopes: deve receber adversário de perfil semelhante – recém-chegado ou vindo de derrota – numa tentativa de recuperação. Tecnicamente, o brasileiro precisa diversificar as entradas de queda e aumentar a movimentação lateral para minimizar golpes potentes de especialistas em trocação, ponto vulnerável exposto nas duas últimas aparições.
Conclusão prospectiva: O nocaute em Seattle não apenas preserva a aura de invencibilidade de Navajo Stirling, mas também o insere como peça-chave na renovação da divisão até 93 kg. Já Bruno Lopes entra em situação crítica onde um próximo resultado negativo pode significar adeus precoce ao Ultimate, tornando sua preparação e escolhas estratégicas nos próximos meses decisivas para o futuro da carreira.
Com informações de ESPN Brasil