52 anos depois: Congo vai à Copa com justiça e torna grupo de Portugal interessante

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Quem: Seleção da República Democrática do Congo. O que: garantiu vaga na Copa do Mundo de 2026. Quando: 31 de março de 2026. Onde: Estádio Akron, Guadalajara (México). Por quê: venceu a Jamaica por 1 a 0 na final da repescagem intercontinental.

Classificação que encerra um jejum de 52 anos

Com o gol de cabeça do zagueiro Axel Tuanzebe, aos 9 minutos do primeiro tempo da prorrogação, a RD Congo selou seu retorno à maior competição do planeta. A única participação anterior ocorrera em 1974, ainda como Zaire. Desde então, o país passou por mudanças políticas profundas, guerras civis e uma série de reestruturações esportivas. O triunfo sobre a Jamaica encerra, portanto, o maior hiato entre participações de uma mesma seleção africana em Copas do Mundo.

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Por que a vaga é merecida

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Durante toda a eliminatória africana, os Leopardos mostraram consistência defensiva — apenas 0,71 gol sofrido por jogo — e eliminaram a Nigéria, considerada uma das potências do continente. Contra a Jamaica, o padrão se repetiu: posse de bola superior (56%), 15 finalizações totais e sete escanteios, um deles convertido em gol. A equipe de Sébastien Desabre apostou em pressão alta, explorando a velocidade de Meschack Elia pela direita e a experiência de Cédric Bakambu na referência.

Raio-X da campanha congolesa

  • Aproveitamento geral (Eliminatórias + Repescagem): 68%
  • Média de gols marcados: 1,4 por partida
  • Média de gols sofridos: 0,8 por partida
  • Principais artilheiros: Cédric Bakambu (5), Meschack Elia (4)
  • Idade média do elenco: 26,8 anos
  • Jogadores em ligas europeias: 17 dos 23 convocados

Impacto imediato no Grupo K

A classificação coloca a RD Congo na mesma chave de Portugal, Colômbia e Uzbequistão. A seleção europeia chega como favorita pelo ranking da FIFA (8.º lugar) e pela profundidade de elenco, mas tem alternado boas exibições e quedas de rendimento sob Roberto Martínez. Já a Colômbia, invicta entre 2022 e 2024, vive oscilação após a renovação de peças no meio-campo. O Uzbequistão aparece como azarão técnico, porém taticamente organizado sob Srečko Katanec.

Neste cenário, o modelo de jogo físico e reativo da RD Congo pode explorar lacunas defensivas de portugueses e colombianos. Na teoria, a meta mínima é terminar entre os dois melhores terceiros colocados, mas a estreia direta contra Portugal, em 17 de junho, será decisiva para calibrar as ambições.

Calendário dos Leopardos na fase de grupos

  1. 17/06 – Portugal x RD Congo (Toronto)
  2. 23/06 – Colômbia x RD Congo (Chicago)
  3. 27/06 – Uzbequistão x RD Congo (Kansas City)

Projeção tática para 2026

Desabre deve manter o 4-3-3 híbrido, em que Kayembe recua para formar uma saída de três, liberando Mukau e Bongonda a flutuarem entrelinhas. Contra adversários de maior posse, a pressão em bloco médio, liderada por Tuanzebe e Tisserand, tende a reduzir espaços centrais e induzir o rival ao cruzamento — fundamento em que o Congo vence 63% das disputas aéreas.

Conclusão prospectiva: O retorno da RD Congo não é apenas simbólico; ele reequilibra um grupo que parecia encaminhado para Portugal e Colômbia. Se repetir a solidez exibida na repescagem, os Leopardos podem transformar em realidade a expectativa de oitavas de final, feito inédito para o país e que ampliaria ainda mais a visibilidade de uma geração que alia potência física a disciplina tática.

Com informações de Trivela

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