Jornal espanhol critica Brasil de Ancelotti por partida sem brilho: ‘Vive de Vinicius Jr. e também de Endrick, que evitou um papelão’

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Orlando (EUA), 31/03/2026 – O tradicional jornal espanhol As criticou a atuação da Seleção Brasileira comandada por Carlo Ancelotti na vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, em amistoso realizado nesta terça-feira, nos Estados Unidos. Segundo o veículo, o Brasil exibiu um futebol “apático” e mostrou excessiva dependência de Vinicius Jr. e Endrick, protagonistas diretos nos lances que garantiram o resultado.

Crítica expõe a “Vini-Endrick dependência”

Na análise pós-jogo, o As destacou que “os pentacampeões tiveram dificuldades para vencer e sofreram mais do que o placar sugere”. O texto ressalta a jogada individual de Vinicius Jr. no primeiro tempo e a entrada decisiva de Endrick, que cavou o pênalti convertido por Igor Thiago após o gol de empate croata. Para o jornal, “uma jogada histórica de Vini e uma atuação heroica de Endrick evitaram um desastre que, por vezes, parecia muito real”.

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Desempenho coletivo segue irregular sob Ancelotti

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Apesar de somar mais um triunfo – o quinto consecutivo em amistosos –, a equipe ainda procura consistência. Carlo Ancelotti voltou a testar o 4-3-3 com Vinicius aberto pela esquerda e Rodrygo pela direita, mas o meio-campo sentiu falta de criatividade nas posses longas, obrigando os pontas a recuar para construir. A marcação alta croata expôs o espaço entre volantes e zaga, zona onde Brozović distribuiu passes que culminaram no gol de empate.

Raio-X do amistoso

Gols: Vinicius Jr. (22/1ºT), Petković (81/2ºT), Igor Thiago (84/2ºT, pênalti), Gabriel Magalhães (90+3/2ºT).
Jogadores decisivos: Vinicius Jr. (1 gol, 1 assistência pré-finalização); Endrick (pênalti sofrido); Igor Thiago (1 gol).
Presença de madridistas: Dos 14 atletas utilizados, quatro pertencem ao Real Madrid: Vinicius, Rodrygo, Endrick (emprestado ao Lyon) e Éder Militão.

O que a partida revela sobre os ajustes necessários

1. Transição defensiva: O Brasil permitiu contra-ataques frontais em três ocasiões, repetindo problema visto contra a Colômbia em novembro de 2025.
2. Bola parada ofensiva: O gol de Gabriel Magalhães, em escanteio, foi apenas o segundo da era Ancelotti nesse fundamento; tendência que precisa ser potencializada diante de defesas fechadas.
3. Centroavante de ofício: Igor Thiago marcou, mas ainda disputa espaço com os falsos 9 testados pelo técnico. A definição desse perfil será crucial para a Copa do Mundo.

Próximos passos: Panamá, Egito e Estreia na Copa

Nas próximas datas FIFA, Ancelotti terá três compromissos em sequência:

  • 31/05 – Brasil x Panamá (em casa) – última oportunidade de observação diante da torcida.
  • 06/06 – Brasil x Egito (campo neutro) – simulação de fase de grupos contra linha defensiva baixa.
  • 13/06 – Brasil x Marrocos (campo neutro) – estreia oficial na Copa do Mundo 2026.

O calendário enxuto impõe ao comando técnico a missão de transformar um elenco recheado de talentos individuais em um sistema que pressione, crie e defenda com a mesma eficiência.

Conclusão prospectiva: A vitória sobre a Croácia mantém a sequência positiva de resultados, mas o eco das críticas vindas de Madri reforça que o Brasil ainda precisa de soluções coletivas para não depender exclusivamente de suas joias merengues. A reação nas próximas três partidas amistosas indicará se Ancelotti conseguirá alinhar engrenagem tática e intensidade física a tempo de chegar à Copa do Mundo como candidato real ao hexa.

Com informações de ESPN Brasil

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