A maldição que a França terá que quebrar para confirmar favoritismo na Copa do Mundo

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Toronto (1º.mai.2026) – A seleção francesa assumiu o 1º lugar do ranking FIFA após a Data FIFA de março e chega à Copa do Mundo de 2026 (Canadá/Estados Unidos/México) como principal favorita. Para confirmar o rótulo, o time de Didier Deschamps – que deixará o cargo em julho – terá de quebrar uma escrita que perdura desde 1993: nenhuma equipe que iniciou o Mundial na liderança da lista da FIFA acabou campeã.

O peso histórico da “maldição” dos líderes do ranking

Implantado em agosto de 1993, o ranking nunca viu seu primeiro colocado levantar a taça. Foram oito edições:

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  • 1994 – Alemanha (quartas de final)
  • 1998 – Brasil (vice-campeão)
  • 2002 – França (fase de grupos)
  • 2006 – Brasil (quartas de final)
  • 2010 – Brasil (quartas de final)
  • 2014 – Espanha (fase de grupos)
  • 2018 – Alemanha (fase de grupos)
  • 2022 – Brasil (quartas de final)
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Em 2002, a própria França liderava o ranking e foi eliminada precocemente, episódio lembrado internamente para evitar complacência no ciclo atual.

Elenco rejuvenescido e mais vertical

Comparado aos grupos campeões em 2018 e vice-campeões em 2022, o atual plantel ganhou explosão e profundidade ofensiva. Além do camisa 10 Kylian Mbappé, destaque das duas últimas Copas, Deschamps convocou na última Data FIFA:

  • Hugo Ekitiké (21 anos) – autor de um gol no 2 × 1 sobre o Brasil;
  • Desiré Doué (20 anos) – dois gols contra a Colômbia;
  • Michael Olise e Rayan Cherki – opções de criação entrelinhas;
  • Marcus Thuram – referência de mobilidade, também decisivo frente aos colombianos.

O resultado prático é um ataque capaz de pressionar a última linha rival e acelerar a transição, característica que faltou em alguns momentos da final de 2022 contra a Argentina.

Raio-X competitivo da França no ciclo 2023-2026

Últimos amistosos: vitória sobre o Brasil (2 × 1) e sobre a Colômbia (3 × 1). Cinco gols marcados, dois sofridos.

Pontos fortes:

  • Amplitude ofensiva – laterais Digne e Clauss participam ativamente da construção.
  • Pressão pós-perda – média de recuperação de posse nos primeiros 6 segundos, segundo dados da comissão.
  • Bola parada – 28 % dos gols da Data FIFA vieram de escanteios ou faltas laterais.

Ponto de atenção:

  • Adaptação do miolo defensivo – novo zagueiro-titular ainda oscila no controle da profundidade, ponto que pode ser explorado por seleções que atacam em velocidade.

Impacto do novo ranking para Brasil e concorrentes diretos

Enquanto a França subiu, o Brasil caiu para 6º, ultrapassado por Portugal. A seleção de Carlo Ancelotti ainda enfrentará Panamá e Egito antes de definir a lista final para o Mundial. A diferença de pontos no ranking não muda o chaveamento da Copa, mas reforça a narrativa de “azarão” para os sul-americanos – fator que historicamente diminui a pressão externa sobre o grupo.

O que vem pela frente

Antes de julho, Deschamps terá mais um período de treinos para consolidar a rotação entre os nove atacantes testados. A federação francesa estuda amistosos com seleções africanas para simular cenários de bloco baixo, desafio que apareceu nas duas últimas Copas. Depois da competição continental de junho, o novo técnico assumirá com a missão de dar continuidade ao projeto sem perder o ritmo de líder.

Conclusão prospectiva: Se mantiver o volume ofensivo observado nas últimas partidas e resolver os ajustes defensivos, a França tem condição real de ser a primeira líder do ranking FIFA a conquistar o título mundial. Entretanto, a pressão histórica e a transição de comando técnico são variáveis que podem reabrir o caminho da “maldição”. A preparação até novembro será decisiva para saber se o tabu, enfim, cairá na América do Norte.

Com informações de Trivela

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