Buenos Aires (02/04/2026) – O atacante de 18 anos Tomás Aranda, formado na base do Boca Juniors, ganhou a condição de titular em março após estrear no profissional em janeiro e já ostenta uma cláusula rescisória de US$ 20 milhões (R$ 105,3 milhões). O rápido crescimento explica por que o técnico Claudio Úbeda deposita nele parte das esperanças xeneizes para a temporada 2026, que inclui o retorno à fase de grupos da Conmebol Libertadores.
Da base à vitrine: a cronologia da ascensão
• Janeiro/2026 – estreia diante do Estudiantes de La Plata, após promoção direta da categoria sub-20.
• Março/2026 – primeira titularidade na vitória por 3 × 0 sobre o Lanús; repetiu presença no onze inicial contra o San Lorenzo.
• Abril/2026 – mantém-se no grupo principal enquanto o ponta Exequiel Zeballos se recupera de lesão grau 3 no bíceps femoral.
O salto de Aranda foi impulsionado pela consistência das entradas como suplente e pela capacidade de desequilíbrio no um contra um, características ressaltadas pela imprensa argentina.
Encaixe tático: mobilidade e drible como antídoto à letargia ofensiva
Úbeda vinha alternando o 4-3-3 com variações em losango, mas o setor ofensivo carecia de profundidade e troca de direção rápida. Aranda, mesmo com 1,64 m, oferece:
• Amplitude controlada – parte da faixa direita para zonas centrais, facilitando o jogo entrelinhas.
• Alta frequência de conduções curtas – drible curto que atrai marcação e libera o lado oposto para avanços de laterais.
• Associação com Paredes – citado pela TyC Sports, o jovem atua como ponto de apoio no terço final, aliviando a construção do volante.
Na prática, o Boca ganha um playmaker adiantado que acelera a circulação da bola e cria overloads (superioridade numérica) na cabeça da área rival – algo que o time sentiu falta na última Copa da Liga, quando teve média inferior a 1,2 gol por jogo.
Raio-X da promessa
Nome completo: Tomás Aranda
Idade: 18 anos (n. 2008)
Altura/Peso: 1,64 m / 60 kg
Posição de origem: ponta-direita / meia-atacante
Clube: Boca Juniors (desde a base)
Contrato: até dezembro de 2029
Cláusula rescisória: US$ 20 milhões (≈ R$ 105,3 milhões)
Seleção: convocado para a Argentina sub-20 – amistoso contra os EUA na última Data FIFA
Primeiras titularidades: Lanús (3 × 0) e San Lorenzo (Copa da Liga 2026)
O que muda para o Boca na Libertadores 2026
De volta à fase de grupos após dois anos, o Boca compartilha chave com Cruzeiro. A equipe precisa de criatividade para furar defesas postadas – ponto crítico que levou a apenas três gols nos últimos quatro mata-matas continentais disputados.
Imagem: IMAGO
Com Aranda, Úbeda ganha:
• Opção de ruptura em velocidade contra linhas baixas.
• Flexibilidade de formação; pode atuar como extremo ou segundo atacante em um 4-4-2 losango.
• Reposição interna à lesão de Zeballos, evitando ida ao mercado e preservando orçamento.
Mercado europeu de olho
Clubes italianos sondaram a situação do jogador. A multa fixada em 2025 blinda o Boca no curto prazo, mas serve como ponto de partida para eventual negociação futura, caso Aranda confirme o potencial nas competições sul-americanas.
Perspectiva: se mantiver a curva de evolução, o garoto pode consolidar-se como titular até o meio do ano, elevando a competitividade do ataque xeneize e potencialmente valorizando-se antes da janela europeia de julho. O desempenho nos primeiros jogos da Libertadores será o termômetro definitivo.
Com informações de Trivela