A missão ingrata de substituto de Cássio no Cruzeiro antes da estreia na Libertadores e o que assistir no Disney+

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Quito (EQU), 07/04/2026 — O goleiro Matheus Cunha, de 24 anos, será o responsável por defender o Cruzeiro nesta terça-feira (7), às 21h, diante do Barcelona de Guayaquil, pela 1ª rodada da fase de grupos da CONMEBOL Libertadores. Ele substitui Cássio, que sofreu grave lesão ligamentar no joelho esquerdo em março e ficará cerca de oito meses fora.

De reserva a titular em jogo de peso continental

Contratado no início de 2026 após passagem pelas categorias de base e equipe principal do Flamengo, Matheus Cunha tornou-se titular da Raposa quatro semanas antes do duelo em Guayaquil. A troca foi forçada: até a contusão, Cássio era o único goleiro da Série A que mantinha média de 1,0 gol sofrido por partida (14 gols em 14 jogos), desempenho que garantiu segurança a uma zaga em reconstrução sob o comando de Artur Jorge.

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Raio-X dos goleiros da Série A 2026

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Antes da lesão de Cássio

  • Cássio (Cruzeiro) — 14 partidas, 14 gols sofridos (1,0 por jogo)
  • Carlos Miguel (Palmeiras) — 20 / 14 (0,7 por jogo)
  • Fábio (Fluminense) — 18 / 16 (0,9 por jogo)
  • Ronaldo (Bahia) — 14 / 9 (0,6 por jogo)
  • Pedro Rangel (Coritiba) — 10 / 6 (0,6 por jogo)
  • Cleiton (Bragantino) — 15 / 11 (0,7 por jogo)
  • Hugo Souza (Corinthians) — 19 / 16 (0,8 por jogo)

Com Matheus Cunha no gol do Cruzeiro

  • 7 partidas oficiais
  • 10 gols sofridos
  • Média: 1,42 gol por jogo
  • Resultados: 1 vitória, 3 empates e 3 derrotas

O desafio defensivo para Artur Jorge

O aumento de 42% na média de gols sofridos desde a saída de Cássio obriga o treinador português a ajustar o bloco defensivo. Nos jogos recentes, o Cruzeiro adotou marcação mais baixa para proteger Cunha, mas cedeu volume ofensivo aos adversários — Flamengo e Athletico-PR converteram 5 dos 17 chutes no alvo (29% de eficácia). Diante do Barcelona-EQU, que tradicionalmente utiliza amplitude com extremos velozes no Monumental Banco Pichincha, a expectativa é de linhas compactas, laterais recuados e primeira saída de bola mais curta para diminuir risco de transição defensiva.

Importância do duelo e projeções para o Grupo

Estrear fora de casa torna o resultado ainda mais estratégico. Num grupo que também conta com LDU e Always Ready, a projeção para classificação aponta necessidade mínima de 10 pontos. Um empate no Equador reduziria a pressão sobre Matheus Cunha nos jogos seguintes no Mineirão; derrota deixaria a Raposa dependendo de 70% de aproveitamento nas cinco rodadas restantes. Internamente, a comissão técnica trabalha com a meta de três jogos sem sofrer gol na fase de grupos — índice atingido apenas uma vez nas últimas quatro participações celestes na Libertadores.

O que esperar de Matheus Cunha a médio prazo

Se cumprir as oito semanas iniciais sem novas lesões ou desfalques, Matheus deve atingir a marca de 15 jogos até a virada para o mata-mata estadual. Tal sequência o coloca em posição de evoluir no índice de defesas decisivas (atualmente 63%), ainda abaixo dos 71% que alcançou no Flamengo em 2023. A diretoria vê o período como oportunidade de acelerar a transição de goleiros, já que Cássio completará 39 anos na próxima temporada.

Próximos passos: depois de Guayaquil, o Cruzeiro volta a campo no domingo (12) contra o Vitória pelo Brasileiro, novamente com Cunha. A performance nos dois compromissos consecutivos fora de casa deverá influenciar possíveis investidas no mercado de meio de ano por um goleiro experiente, caso a média de gols sofridos permaneça acima de 1,2.

Independentemente do resultado no Equador, a jornada continental definirá até que ponto Matheus Cunha tem potencial para transformar uma substituição emergencial em titularidade consolidada.

Com informações de ESPN.com.br

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