Fato principal: um telefonema de quase duas horas entre Pep Guardiola e a direção do Bayern foi decisivo para que Vincent Kompany fosse escolhido como sucessor de Thomas Tuchel em Munique.
Quem, o que, quando, onde e por quê: O ex-zagueiro belga Vincent Kompany assumiu o Bayern de Munique na temporada 2025/26 depois de receber um “selo de aprovação” de Pep Guardiola, ex-técnico e mentor do jogador, durante conversa pedida pelo diretor esportivo Max Eberl e relatada por Karl-Heinz Rummenigge.
Por que Kompany virou o plano B que deu certo
Antes de fechar com o belga, o Bayern sondou Xabi Alonso, Julian Nagelsmann, Ralf Rangnick e Oliver Glasner. Todas as negociações fracassaram. A diretoria, então, consultou Guardiola – que treinou Kompany no Manchester City entre 2013 e 2016 – buscando uma avaliação “genuína e honesta”. O espanhol respondeu que estava “100% convencido” de que seu ex-capitão tinha perfil para liderar o gigante alemão. O endosso pesou mais do que o receio interno de apostar em um técnico com experiência limitada em grandes ligas.
Tática sob influência de Guardiola: posse, pressão e largura
Kompany adotou no Bayern os princípios aprendidos com Guardiola: saída de três zagueiros, laterais altos e pressão imediata após perder a bola. A diferença principal é a verticalidade: o belga incentiva passes de ruptura e finalizações rápidas, algo apontado por Lothar Matthäus como fator que coloca este elenco “acima do de Guardiola” de 2013-2015.
Raio-X do Bayern versão Kompany
Jogos: 99
Vitórias: 75 (75,8% de aproveitamento)
Títulos: 1 Bundesliga, 1 Supercopa da Alemanha
Gols marcados 2025/26: 100 (recorde histórico do clube igualado à temporada 2019/20)
Média de gols sofridos 2025/26: 0,9 por jogo – queda de 22% em relação ao último ano de Tuchel
Impacto na estrutura do elenco
O sistema favorece peças já consolidadas. Harry Kane se beneficia da maior quantidade de bolas na área (média de 5,4 finalizações por 90 min). Jamal Musiala ganhou liberdade como meia-flutuante, liderando a liga em passes progressivos (média 7,1). Na defesa, a saída em 3-2 resolveu parte da vulnerabilidade que gerou 45 gols sofridos em 2024/25.
Imagem: IMAGO
O que vem pela frente
Com o título nacional encaminhado e o ataque em ritmo recorde, o Bayern mira agora a Champions League — torneio que o clube não conquista desde 2020. A diretoria acredita que a experiência de Kompany como capitão campeão inglês e sua sintonia com o elenco podem ser diferenciais em mata-matas contra Manchester City, Real Madrid e companhia. Além disso, o sucesso do belga fortalece a estratégia de buscar técnicos alinhados a uma identidade de jogo em vez de nomes consagrados a qualquer custo.
Conclusão prospectiva: Se confirmar o domínio interno e levar o ímpeto ofensivo para a Europa, Kompany consolidará o “modelo Guardiola 2.0” em Munique e poderá redefinir o perfil de contratações do Bayern nos próximos anos, priorizando treinadores jovens, mas com ideias claras de jogo.
Com informações de Trivela