Nashville SC e América do México empataram por 0 a 0 na noite de terça-feira, 7 de abril de 2026, no Geodis Park, pelo jogo de ida das quartas de final da Champions da Concacaf, em partida marcada pela produção ofensiva limitada dos mexicanos e pela atuação discreta do meia brasileiro Raphael Veiga.
Disputa truncada e poucos espaços no Tennessee
O primeiro tempo evidenciou o equilíbrio entre as equipes, com domínio territorial ligeiramente superior do Nashville, mas sem chances claras em sequência. A melhor oportunidade do Club América nasceu aos 29 minutos, quando Veiga recebeu dentro da área, cortou para a perna esquerda e finalizou duas vezes; na sobra, Zendejas parou no goleiro Joe Schwake. Já os anfitriões quase abriram o placar aos 45, em desvio depois de escanteio que Surridge completou sem força suficiente para vencer Luis Cota.
Passividade mexicana após o intervalo
Na segunda etapa, o América recuou linhas, cedeu posse de bola e não conseguiu conectar meio-campo e ataque. Sem influência direta na criação, Raphael Veiga foi substituído aos 29 minutos. O volante brasileiro Rodrigo Dourado tentou dar cadência, mas também esbarrou na marcação intensa do rival. Mesmo com maior volume, o Nashville finalizou pouco e não exigiu defesas difíceis de Cota, mantendo o placar inalterado.
Raio-X do confronto
- Estádio: Geodis Park, Nashville (EUA)
- Competição: Champions Cup da Concacaf 2026 – quartas de final (ida)
- Placar: Nashville SC 0 x 0 Club América
- Momento chave: 29’/1º T – dupla finalização de Raphael Veiga, parada pelo goleiro Schwake e pela zaga
- Substituição relevante: Veiga fora aos 29’/2º T, entrada de Diego Valdés aumentou a proteção, mas não gerou criatividade
- Histórico do América na competição: clube recordista, com sete títulos continentais (último em 2016)
- Nashville em mata-matas internacionais: temporada de estreia nas fases finais da Champions da Concacaf
O que está em jogo no duelo da volta
O confronto de volta está marcado para quarta-feira, 15 de abril, às 0h30 (de Brasília), no Estádio Azteca. Sem a regra do gol fora de casa, quem vencer avança; novo empate leva a prorrogação e, persistindo a igualdade, decisão por pênaltis. O classificado encara Tigres ou Seattle Sounders na semifinal.
Impacto tático e projeção
Para o América, a necessidade de propor o jogo diante da própria torcida pode recolocar Raphael Veiga no centro da articulação ofensiva. O meia, que se notabilizou no Palmeiras pela capacidade de infiltração e bolas paradas, terá de aumentar sua participação em zonas decisivas para quebrar o compacto defensivo norte-americano. Já o Nashville deve repetir a estratégia de marcação alta intermitente e transições rápidas, explorando possíveis espaços deixados pelos laterais mexicanos, sobretudo se a equipe de André Jardine optar por avançar em bloco.
Imagem: Internet
Em resumo: o 0 a 0 leva a decisão totalmente aberta para a Cidade do México. A capacidade do América de transformar posse em chances reais – algo que faltou no Tennessee – e a eficácia do Nashville em contra-ataques definirão quem seguirá vivo na busca pelo título continental.
Com informações de ESPN Brasil