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Valencia (VEN), 08/05/2024 — O Atlético-MG foi derrotado por 2 a 1 pelo Puerto Cabello na abertura da Copa CONMEBOL Sul-Americana, e o meia-atacante Bernard atribuiu o tropeço ao baixo entrosamento de um time escalado com vários reservas, poupados pelo técnico Eduardo Domínguez visando a maratona de maio.

Por que Domínguez recorreu aos suplentes

Com sequência de jogos a cada três dias — Brasileirão no sábado e nova rodada continental na semana seguinte —, Eduardo Domínguez optou por preservar titulares como Hulk, Renan Lodi e Alan Franco. A decisão abriu espaço para atletas que somavam poucos minutos em 2024, mas também gerou uma formação quase inédita em partidas oficiais, especialmente na defesa com Vitor Hugo, Lyanco e Junior Alonso.

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Desentrosamento exposto: onde o plano falhou

Segundo Bernard, “treinar junto é diferente de competir junto”. Na prática, a falta de conexões automáticas ficou evidente em:

  • Saída de bola: troca de passes lenta entre a linha de três zagueiros, oferecendo espaços para a pressão venezuelana.
  • Meio-campo fragmentado: Mamady Cissé e Igor Gomes alternaram funções sem sincronia, dificultando a construção até o terço final.
  • Transição defensiva: recomposição tardia permitiu ao Puerto Cabello chegar com superioridade numérica no contragolpe que gerou o segundo gol.

Raio-X do resultado

  • Estreia do Grupo: Galo inicia com 0 ponto e saldo –1; Puerto Cabello larga com 3 pontos.
  • Últimas cinco partidas oficiais do Atlético-MG: 3 vitórias, 1 empate, 1 derrota (incluindo a de ontem).
  • Desfalques por lesão: Alan Minda e Patrick seguem em transição física e não atuaram.
  • Defesa alternativa: trio Vitor Hugo/Lyanco/Alonso somava apenas 137 minutos juntos antes da partida.

Impacto na tabela e no calendário alvinegro

O revés força o Atlético-MG a perseguir a liderança do grupo, já que apenas o primeiro colocado avança direto às oitavas; o segundo disputa play-offs contra terceiros da Libertadores. Com dois compromissos consecutivos em Belo Horizonte — Santos pelo Brasileiro (11/05) e Juventud-URU pela Sul-Americana (16/05) — a tendência é de retorno da força máxima para evitar combinação de pressão externa e desgaste interno.

Próximos passos: ajuste fino ou mudança de rota?

A comissão técnica terá menos de 72 horas para reinserir os titulares e corrigir falhas evidenciadas em Valencia. O comportamento da equipe nos jogos na Arena MRV indicará se o rodízio seguirá como estratégia ou se Domínguez priorizará a manutenção da base principal mesmo em sequência apertada.

Em síntese, a derrota expôs o limite do entrosamento entre reservas, mas também ofereceu dados úteis para calibrar a rotação do elenco. A resposta imediata contra Santos e Juventud-URU pode definir o tom do Galo na disputa simultânea por vaga continental e posição de topo no Brasileirão.

Com informações de Fala Galo

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