Salvador, 11/05, Barradão – O São Paulo enfrenta o Vitória neste sábado, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, com uma formação recheada de reservas. Recém-chegado, o técnico Roger Machado confirmou a manutenção do trio ofensivo que participou da vitória sobre o Boston River na Sul-Americana, enquanto lida com as ausências de cinco titulares – entre eles os atacantes Calleri e Luciano.
Por que Roger Machado aposta em equipe mista?
O calendário apertado de maio, que incluiu viagem ao Uruguai pela fase de grupos da Copa Sul-Americana, levou a comissão técnica a priorizar a gestão física. Sem margem para perder atletas em um mês que ainda reserva duelos diretos na parte de cima da tabela, Roger optou por repetir a rotação utilizada no torneio continental, onde o time venceu por 1 a 0 fora de casa.
Escalação provável do São Paulo
Rafael; Lucas Ramon, Rafael Tolói, Alan Franco e Wendell (Enzo Díaz); Danielzinho, Marcos Antônio e Cauly; Artur, André Silva e Ferreirinha.
Desfalques confirmados: Calleri, Luciano, Bobadilla, Pablo Maia e Sabino.
Raio-X dos desfalques
- Calleri – referência aérea e principal finalizador do elenco; lidera o time em participações em gols no Brasileirão.
- Luciano – segundo maior artilheiro da equipe na temporada; responsável por 23% das finalizações certas do clube no campeonato.
- Pablo Maia – volante com maior média de desarmes do elenco (dados de 2023); ausência impacta a proteção à zaga.
O que muda taticamente?
Sem seu dupla de centroavantes, Roger reposiciona André Silva como referência móvel no 4-3-3, buscando atacar a última linha do Vitória com mobilidade e velocidade. Artur e Ferreirinha oferecem amplitude, enquanto Cauly atua como meia interno capaz de romper linhas com conduções curtas – função normalmente exercida por Pablo Maia na fase de criação.
Contexto de tabela
Mesmo poupando titulares, o São Paulo mira um resultado que pode colocá-lo entre os quatro primeiros, dependendo da combinação de jogos de domingo. Já o Vitória, que abre a zona de rebaixamento, tenta aproveitar o mando de campo para encerrar a sequência sem vitórias e reduzir a diferença para a 16ª posição.
Imagem: Rubens Chiri.
Impacto para as próximas rodadas
Se a estratégia der certo, Roger ganha respaldo para seguir alternando peças em meio à maratona de junho – mês que inclui compromissos decisivos tanto na Sul-Americana quanto no Brasileirão. Caso contrário, a pressão por utilizar força máxima tende a aumentar a partir da 12ª rodada contra adversário direto na parte de cima da tabela.
Conclusão – A visita ao Barradão servirá como termômetro da profundidade do elenco são-paulino e do modelo de rodízio de Roger Machado. Uma vitória consolida o clube no pelotão de frente e comprova a eficiência da rotação; um tropeço expõe carências que podem forçar ajustes imediatos antes da sequência decisiva de junho.
Com informações de Nação Tricolor