Liverpool e Everton se enfrentam neste domingo (data conforme calendário da Premier League) no Hill Dickinson Stadium, mas, segundo David Moyes, a principal missão dos Toffees no momento é ultrapassar o Brentford – e não encurtar a distância para o rival vermelho.
Ponto de partida: o cenário da tabela
Com seis rodadas restantes, o Liverpool ocupa a 5ª posição, quatro pontos à frente do Chelsea. Logo atrás, Brentford (7º) e Everton (8º) aparecem separados por apenas um ponto e ainda alimentam chances matemáticas de vaga na próxima Champions League. Moyes, prestes a disputar seu 26º Merseyside Derby, deixou claro que a meta imediata é “pegar quem está logo acima” – no caso, o Brentford – e, ao mesmo tempo, impedir a aproximação dos concorrentes diretos.
Por que Brentford virou a régua
Na visão do treinador escocês, segurar posição no G8 representa um salto em comparação aos últimos anos, quando o Everton lutou contra o rebaixamento. Chegar à frente de Brentford:
- Garante ao menos um lugar em competições continentais secundárias, caso o G5 ou G6 se estenda nas vagas europeias;
- Coloca pressão indireta sobre Liverpool e Chelsea, ambos ainda irregulares nesta temporada;
- Mantém o vestiário motivado por um objetivo tangível, sem depender exclusivamente de tropeços dos rivais de cima.
Raio-X dos números
Everton 2024/25 (até a 32ª rodada)
- Média de 1,44 ponto por jogo – a melhor desde 2020/21.
- Defesa: 38 gols sofridos (6ª menos vazada da liga).
- Ataque: 46 gols marcados, com Dwight McNeil líder de assistências (8) e Dominic Calvert-Lewin artilheiro (11).
- Desempenho em casa: 62% de aproveitamento – fator decisivo para segurar posição.
Liverpool 2024/25 (até a 32ª rodada)
- 61 pontos e 5º lugar, quatro à frente do Chelsea.
- Melhor ataque da competição (68 gols) e defesa que sofreu 35.
- Invencibilidade de nove jogos no campeonato.
Reflexo tático: como o Everton pode frear o melhor ataque da liga
Moyes costuma alinhar a equipe em um 4-4-1-1 compacto, que se transforma em 4-5-1 sem a bola. A ideia contra o Liverpool é:
Imagem: Getty s
- Bloco médio-baixo: reduzir espaço entre linhas, obrigando os Reds a circularem a bola por fora.
- Saídas laterais: contra-ataques pelo corredor esquerdo com McNeil, buscando a profundidade nas costas de Alexander-Arnold.
- Bolas paradas: fonte de 28% dos gols do Everton; Mina e Tarkowski lideram o ranking de finalizações aéreas.
Departamento médico quase vazio
Carlos Alcaraz voltou a treinar sem restrições, restando apenas Jack Grealish no boletim médico. A recuperação do meia argentino amplia as opções de Moyes para formar um trio combativo no meio-campo com Onana e Doucouré, vital para travar o setor central de Klopp.
O que vem pela frente
Se vencer o clássico, o Everton pode assumir a 7ª posição caso o Brentford tropece, além de diminuir para, no máximo, dois pontos a distância para o Liverpool. A operação “Europa” passa por somar 10 a 12 pontos nas seis partidas finais. A partir daí, qualquer deslize de Chelsea ou dos próprios Reds reabrirá a porta da Champions, objetivo impensável há 12 meses.
Em síntese, o discurso de Moyes reforça uma abordagem de curto prazo: consolidar o terreno antes de mirar voos mais altos. Para o torcedor azul, isso significa acompanhar cada rodada com calculadora na mão, torcendo pelo tropeço dos Bees enquanto o Everton faz a lição de casa – começando pelo maior teste emocional da temporada neste domingo.
Com informações de Liverpool.com