Paris (23/04/2026) – Três dias após bater o Nantes por 3 × 0, no Parc des Princes, em jogo adiado da 26ª rodada da Ligue 1, o Paris Saint-Germain voltou a ser assunto no futebol europeu. O técnico derrotado, Vahid Halilhodzic, declarou que o nível individual e coletivo apresentado pelo time de Luis Enrique é algo que “nunca viu na vida”, reforçando o status de favorito do PSG tanto no campeonato francês quanto na Champions League, onde já está nas semifinais.
O elogio que ecoou na Ligue 1
Logo após o apito final, Halilhodzic resumiu a impressão que teve do adversário: “Jogamos contra a melhor equipe do mundo. É monstruoso vê-los atuar.” O discurso do treinador do Nantes ganhou repercussão por vir de um ex-jogador e comandante experiente, com passagens por seleções como Costa do Marfim, Argélia e Marrocos. A fala também corrobora a percepção do mercado europeu de que o PSG, atual campeão continental, conseguiu dar um passo adiante em 2025/26.
O que mudou no PSG de Luis Enrique
Desde dezembro, quando levantou o título intercontinental sobre o Flamengo, o PSG alternou momentos de instabilidade na Champions – a ponto de disputar a repescagem após ficar fora do G-8 na fase de grupos. O ponto de inflexão ocorreu nos mata-matas:
- Oitavas de final: 5 × 2 no agregado contra o Chelsea;
- Quartas de final: 7 × 0 no agregado sobre o Liverpool;
O placar combinado de 12 × 2 nessas fases devolveu a confiança ao elenco, que passou a executar com mais precisão os princípios desejados por Luis Enrique: saída de bola curta, ocupação de meio-espaço e pressão pós-perda. Contra o Nantes, o treinador espanhol manteve o 4-3-3 base, mas com variação para 3-2-5 em posse, aproveitando laterais altos e a circulação de Vitinha e João Neves por dentro.
Raio-X do momento parisiense
- Sequência recente: 7 vitórias e 1 derrota nos últimos 8 jogos.
- Ataque mais positivo da Ligue 1: média superior a 2,3 gols por partida.
- Vantagem na tabela: 4 pontos à frente do Lens após 28 rodadas.
- Eficiência europeia: 12 gols marcados e apenas 2 sofridos nos mata-matas da Champions.
Os números refletem não só a força ofensiva tradicional do clube, mas uma solidez defensiva que havia oscilado em temporadas anteriores. A recomposição rápida de Dembélé e Mbappé pelas pontas e a dupla Ugarte–Vitinha reduz as transições adversárias, ponto elogiado inclusive por Jürgen Klopp, após a eliminação do Liverpool.
Imagem: Anthy Bibard
Impacto futuro: Bayern de Munique no radar e reta final na França
O PSG volta a campo pela Champions já na terça-feira (28), contra o Bayern, em Paris. Uma semana depois, decide a vaga na Allianz Arena. Entre esses jogos, recebe o Lorient pela Ligue 1. A diretoria não conseguiu novo adiamento na liga nacional, o que obrigará Luis Enrique a gerenciar minutos sem perder rendimento. Caso avance, a equipe poderá reeditar a final da temporada passada contra a Inter de Milão ou medir forças com o Arsenal – cenário que deixará clara a importância de girar o elenco agora.
Conclusão prospectiva – O reconhecimento público de Halilhodzic sintetiza o momento do PSG: um time que, mesmo após títulos, segue evoluindo em mecanismos coletivos. Se mantiver o nível apresentado diante de Chelsea e Liverpool, o clube parisiense tem caminho consistente para defender a “Orelhuda” e selar mais uma tríplice coroa. O duelo com o Bayern será o termômetro definitivo dessa projeção – e o calendário francês, sem folgas, adiciona um desafio estratégico que pode decidir a temporada nas próximas três semanas.
Com informações de Trivela