Barcelona (ESP), 28/10/2025 — A meio-campista Aitana Bonmati, de 27 anos, entrou para a história ao vencer pela terceira vez consecutiva o Ballon d’Or Féminin, prêmio entregue pela revista francesa France Football ao melhor nome do futebol feminino mundial.
Por que o feito é histórico
Até hoje, nenhuma jogadora havia alcançado três troféus seguidos. Bonmati se junta a um seleto grupo que inclui apenas Alexia Putellas (2021 e 2022) como vencedoras múltiplas na era moderna do prêmio. Com o novo triunfo, o Barcelona soma cinco conquistas consecutivas, aprofundando a supremacia catalã iniciada em 2021.
A temporada que sustentou o prêmio
Apesar de o Barça ter perdido a final da Champions para o Arsenal, Bonmati apresentou números de elite:
- Liga Espanhola: 12 gols e 6 assistências, liderando o time a uma vantagem de oito pontos sobre o Real Madrid.
- Champions League: 4 gols e 5 assistências em 11 jogos; eleita Jogadora do Torneio pela UEFA.
- Euro 2025: voltou de um quadro de meningite viral para marcar o gol da classificação sobre a Alemanha e ganhar o prêmio de Jogadora do Campeonato, mesmo com a Espanha vice-campeã.
Raio-X dos prêmios individuais de 2023 a 2025
- Ballon d’Or: 2023, 2024, 2025
- FIFA The Best: 2023, 2024
- Champions League – Jogadora da Temporada: 2023, 2024, 2025
Encaixe tático: a engrenagem que dá ritmo ao Barça
Formada em La Masia, Bonmati atua como interior pelo lado esquerdo no 4-3-3 blaugrana. Suas principais ações são:
- Condução progressiva: média de 8,4 carregadas rumo ao terço final por 90 minutos, segundo dados da Wyscout.
- Passes entre linhas: 3,1 passes-chave/90 min, índice mais alto da Liga F na posição.
- Pressão pós-perda: participa de 7,6 recuperações altas/90 min, mantendo a identidade de posse agressiva do time.
A versatilidade permite que o Barça gire entre um 4-4-2 losango em fase defensiva e um 3-2-5 em construção, com Bonmati flutuando para a entrelinha e potencializando a amplitude das pontas.
Repercussão do top-10 feminino
O pódio foi completado por Mariona Caldentey (Arsenal) e Alessia Russo (Arsenal). Cinco inglesas apareceram no top 10, reforçando o impacto da Women’s Super League no cenário europeu:
Imagem: Internet
- Aitana Bonmati (Barcelona, ESP)
- Mariona Caldentey (Arsenal, ESP)
- Alessia Russo (Arsenal, ING)
- Alexia Putellas (Barcelona, ESP)
- Chloe Kelly (Manchester City, ING)
- Patri Guijarro (Barcelona, ESP)
- Leah Williamson (Arsenal, ING)
- Ewa Pajor (Barcelona, POL)
- Lucy Bronze (Chelsea, ING)
- Hannah Hampton (Chelsea, ING)
Impacto para a Seleção Espanhola
Com a Espanha campeã mundial em 2023 e atual vice europeia, o tricampeonato de Bonmati consolida um núcleo técnico que inclui Caldentey, Putellas e Guijarro. A tendência é de manutenção do modelo de posse sustentada, com Bonmati ditando o ritmo e Caldentey abrindo amplitude pela esquerda.
O que esperar de 2025/26
O Barcelona já trabalha para remodelar o meio-campo depois da saída de Mapi León para o Chelsea. A projeção é que Bonmati assuma ainda mais responsabilidades defensivas, aproximando-se da primeira linha de construção. Na Champions, o reencontro com o Arsenal — algoz da final — deve ser pauta central, enquanto, na seleção, o foco será a Liga das Nações, torneio ainda inédito na galeria espanhola.
Conclusão: O terceiro Ballon d’Or de Aitana Bonmati não é apenas um prêmio individual; ele cristaliza a hegemonia tática do Barcelona e a ascensão definitiva da Espanha no futebol feminino. A protagonista do meio-campo blaugrana inicia a temporada 2025/26 cercada de expectativas: quebrar o jejum europeu do clube, liderar a Roja rumo à Liga das Nações e, quem sabe, abrir caminho para um histórico quarto troféu consecutivo.
Com informações de BBC Sport