Respiro na Premier League, sonho europeu: Como Vítor Pereira transformou o Forest em tempo recorde

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Nottingham, 30 de abril de 2026 — Em apenas dois meses e meio de trabalho, Vítor Pereira transformou o Nottingham Forest de um candidato sério ao rebaixamento na Premier League em semifinalista da Liga Europa. A vitória por 1 × 0 sobre o Aston Villa, na última quinta-feira (30), no City Ground, colocou os Reds em vantagem na disputa por uma vaga na final continental e consolidou a evolução que já se reflete também na tabela nacional.

Estrutura antes de estética: o primeiro passo do português

Quando assumiu o cargo em 15 de fevereiro, Pereira encontrou um elenco que vivia a quarta troca de treinador na temporada 2025/26 e ocupava a 17ª posição, três pontos acima do Z-3. A prioridade foi devolver organização sem bola e critério com ela. As bases:

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  • 4-2-3-1 como desenho dominante, garantindo saída curta com Ibrahim Sangaré e Elliot Anderson.
  • Pressão coordenada em zonas específicas, evitando a exposição de linhas altas por longos períodos.
  • Flexibilidade ocasional para um 4-4-2 direto, explorando a dupla Igor Jesus–Chris Wood em jogos que exigiram mais presença de área.

Raio-X da guinada

  • 15 jogos sob Vítor Pereira: 7 vitórias, 4 empates, 4 derrotas (55% de aproveitamento).
  • Saldo defensivo: média de 1,0 gol sofrido/jogo — era 1,6 antes de fevereiro.
  • Posse de bola: subiu de 41% para 47%, indicando menor dependência do chutão.
  • Classificação na Premier League: 16º lugar, 5 pontos acima da zona de rebaixamento, restando quatro rodadas.
  • Campanha europeia: eliminou Fenerbahçe (3-2 no agregado), Midtjylland (pênaltis) e Porto (2-1), além da recente vitória contra o Villa.

Impacto na Premier League: por que cinco pontos podem não ser conforto suficiente

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Historicamente, 36 pontos costumam garantir permanência, mas o corte de 2025/26 projeta até 38. O Forest tem hoje 33. Na reta final, encara adversários diretos como Crystal Palace (18º) e Burnley (14º). Manter a solidez defensiva adquirida é crucial para evitar que a campanha continental drene energia e elenco.

Sonho europeu com memória histórica

O clube não ergue um troféu internacional desde o bicampeonato da antiga Taça dos Campeões (1978/79 e 1979/80) e não vence um título de qualquer magnitude desde a Copa da Liga Inglesa de 1990. Chegar à final da Liga Europa não traz apenas prestígio: a competição distribui cerca de €8,6 milhões em prêmios entre semifinal e final, verba determinante para um elenco que precisará de reforços caso garanta a permanência.

O que vem a seguir?

Semifinal – jogo de volta: Aston Villa x Forest, em Birmingham, daqui a sete dias.
Premier League – rodada 35: confronto direto contra o Palace, três dias depois do duelo continental.
Gestão física: Pereira já alterna Igor Jesus e Wood para poupar o joelho do neozelandês e preserva o meia Gibbs-White, líder em assistências (6) sob seu comando.

Perspectiva: Se confirmar a vaga na final europeia e selar a permanência na Premier League, o Nottingham Forest migrará de “projeto de sobrevivência” para “projeto de consolidação” em 2026/27, com receitas maiores de TV, reforço na imagem internacional e campo aberto para reter talentos que vinham sendo cobiçados no mercado.

Com informações de Trivela

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