Quem: atacantes brasileiros em alta na Europa e Neymar no Santos; O que: desempenho oposto na rodada pré-convocação; Quando: jogos realizados entre 1.º e 4 de maio de 2026; Onde: principais ligas europeias e Campeonato Brasileiro; Por quê: Carlo Ancelotti divulgará a lista para a Copa de 2026 em 18/5, aumentando a disputa por vagas no ataque da Seleção.
Brasileiros em alta: gols decisivos e regularidade na Europa
A última rodada europeia ofereceu argumentos sólidos para vários nomes que já vinham agradando ao técnico Carlo Ancelotti. No Chelsea, João Pedro marcou de bicicleta e chegou a 14 gols na temporada, liderando o elenco londrino. Mesmo na derrota para o Nottingham Forest, o ex-Fluminense reforça sua versatilidade: é capaz de atuar como 9 de presença diária na área ou abrir diagonal para construir por dentro, função valorizada pelo treinador italiano.
Pelo Nottingham Forest, Igor Jesus converteu pênalti, somou o décimo tento em 15 jogos e tornou-se peça-chave na arrancada que tirou a equipe da zona de rebaixamento e levou às semifinais da Liga Europa. A sequência comprova capacidade de decisão sob pressão — atributo observado pelo staff da Seleção.
Vinícius Júnior manteve o status de titular absoluto do Real Madrid: decidiu contra o Espanyol e já havia resolvido confrontos de mata-mata contra Benfica e Manchester City na Champions. A ausência eventual de Kylian Mbappé deslocou maior responsabilidade ofensiva ao brasileiro, que respondeu com aceleração em transição e eficácia no um-contra-um.
No Manchester United, Matheus Cunha balançou a rede diante do Liverpool, chegando a gols também contra Arsenal e Chelsea. Sua mobilidade permite pressionar a saída rival — característica que Ancelotti buscou nos últimos amistosos.
Outros postulantes reforçaram currículo: Rayan, de 19 anos, participou diretamente de gol a cada 147 minutos na sequência de 16 jogos invictos do Bournemouth; Igor Thiago, vice-artilheiro da Premier League, participou de dois tentos na vitória do Brentford sobre o West Ham; e Endrick exibiu maior liberdade de movimentos, criando chances e marcando contra o Rennes.
Neymar: desempenho modesto e novos ruídos extracampo
Enquanto os concorrentes empilham lances decisivos, Neymar vive o momento mais instável desde seu retorno ao Santos. Em 11 partidas são apenas quatro gols e, segundo levantamento do Sofascore, aproveitamento de 30% nos dribles e 0,8 chance criada por jogo. O camisa 10 ficou fora do confronto com o Palmeiras por “preservação física” devido ao gramado sintético, e a produção ofensiva do Peixe caiu 18% em finalizações sem ele em campo.
Imagem: Internet
Fora das quatro linhas, o atacante discutiu com torcedores após empate com o Deportivo Recoleta, gesticulou para a arquibancada na derrota para o Fluminense e, mais recentemente (1.º/5), envolveu-se em confusão durante treino com o jovem Robinho Jr., culminando em notificação extrajudicial enviada ao clube por representantes do atleta da base.
Raio-X da disputa ofensiva
- João Pedro (Chelsea) – 14 gols, 0,47 xG por 90’; 3 aparições anteriores com Ancelotti.
- Igor Jesus (Nottingham Forest) – 10 gols nos últimos 15 jogos; 75% de acerto em finalizações no período.
- Vinícius Júnior (Real Madrid) – 22 participações em gol na temporada; 7 gols em partidas eliminatórias de Champions.
- Matheus Cunha (Man. United) – 6 gols contra rivais do Big Six; 1,9 desarme ofensivo por 90’.
- Rayan (Bournemouth) – invicto em 16 jogos; 1 ação decisiva a cada 147 minutos.
- Igor Thiago (Brentford) – vice-artilheiro da liga com 18 gols; 4,5 duelos aéreos ganhos/partida.
- Endrick – gol e assistência vs Rennes; média de 0,32 gols/90’ desde janeiro.
- Neymar (Santos) – 4 gols em 11 jogos; 30% de dribles bem-sucedidos; 46% de duelos vencidos.
O que pesa para a convocação de Carlo Ancelotti
Ancelotti tem privilegiado atacantes capazes de pressionar alto, variar ponto de partida no campo e manter regularidade física. Os números recentes mostram boa aderência do grupo europeu a esses requisitos, enquanto Neymar ainda busca ritmo competitivo após sequência de lesões. Além disso, episódios extracampo podem ser avaliados pelo departamento de desempenho e pela comissão técnica, que preza por ambiente controlado no ciclo de preparação.
Impacto futuro
Com a lista final marcada para 18 de maio, cada jogo até lá ganha status de “decisão”. Chelsea, Real Madrid, Manchester United e os demais clubes citados têm compromissos domésticos e continentais que podem consolidar (ou derrubar) a candidatura de seus brasileiros. No Santos, Neymar dispõe de, no máximo, quatro partidas para elevar métricas de drible, chance criada e participação defensiva. Caso a produção siga aquém do grupo europeu e novas polêmicas apareçam, a tendência é de que Ancelotti confirme a renovação ofensiva — abrindo espaço para nomes como João Pedro, Igor Jesus ou mesmo Endrick.
Com informações de Trivela