Quem: Arsenal Football Club
O quê: classificação para a final da UEFA Champions League 2025/26
Quando: 31 de maio de 2026 (data da decisão)
Onde: Londres como base do projeto; final será disputada em local neutro contra Bayern de Munique ou Paris Saint-Germain
Por quê: fruto de um planejamento que começou com Edu Gaspar (julho/2019) e Mikel Arteta (dezembro/2019) e resistiu a três temporadas sem títulos de grande expressão
Sete anos de construção: do 8º lugar à elite europeia
Quando Mikel Arteta assumiu o comando técnico em dezembro de 2019, o Arsenal vivia fora da Champions League, acumulava eliminações precoces e não vencia a Premier League desde 2003/04. Os dois primeiros campeonatos com o espanhol terminaram em 8º lugar – as piores posições desde 1995/96. Em vez de trocar o treinador, a diretoria manteve o plano traçado com o então diretor técnico Edu Gaspar: rejuvenescimento do elenco, clareza no modelo de jogo e paciência para amadurecer.
Quebra de tabus contra o Big Six fortaleceu a cultura vencedora
Entre 2015 e 2020, o Arsenal passou 29 partidas sem derrotar rivais do Big Six como visitante. Sob Arteta, a sequência caiu em novembro/2020 no Old Trafford. De lá para cá, tabus em Stamford Bridge, Etihad e Tottenham Hotspur Stadium também ruíram. De março/2023 a agosto/2025, os Gunners mantiveram invencibilidade de 22 jogos contra os principais concorrentes domésticos (13 V – 9 E), a melhor série desde a era “Invincibles” (2002-2004).
Mercado agressivo e foco em jovens elevaram o teto técnico
Na temporada 2021/22, o clube foi o que mais investiu no mundo: 165,6 milhões de euros, com destaques para Ben White, Martin Ødegaard e Aaron Ramsdale. Peças anteriores, como Gabriel Martinelli e William Saliba (ambos de 2019), ganharam protagonismo. A política reduziu a média de idade do time titular para 24,7 anos em 2025/26, uma das mais baixas entre as equipes do Top-5 europeu.
Raio-X da campanha 2025/26 na Champions League
Jogos: 14 (11 V – 3 E – 0 D)
Aproveitamento: 85,7%
Gols marcados: 28 (2,0 por jogo)
Gols sofridos: 6 (0,43 por jogo) – melhor defesa do torneio
Vitórias marcantes: 3-0 vs. Real Madrid (quartas) e 2-1 no Santiago Bernabéu
Sequência recente: eliminou Bayer Leverkusen, Sporting e Atlético de Madrid nas fases de mata-mata
Impacto na Premier League: chance real de dobradinha
Paralelamente ao torneio continental, o Arsenal lidera a Premier League com cinco pontos à frente do Manchester City, embora com um jogo a mais. Restam confrontos contra West Ham (18º), Burnley (19º, já rebaixado) e Crystal Palace (15º). O título nacional encerraria jejum de 22 anos e combinaria com uma eventual conquista europeia inédita.
Imagem: Internet
O desafio final: Bayern ou PSG
Quem avançar na outra semifinal pratica hoje o futebol mais dominante do continente. Ainda assim, o Arsenal chega invicto e com a melhor defesa. A tendência é de duelo entre ataque poderoso (alemães ou franceses superam média de 2,5 gols/jogo) e um bloco londrino que concede menos de meio gol por partida. A consistência defensiva será chave para equilibrar a final única.
Perspectivas além de 2026
Mesmo que a temporada termine sem troféus, o Arsenal já capitalizou ganhos estratégicos: retorno permanente à Champions, valorização de ativos jovens e restauração da imagem de potência global. A manutenção de Arteta – renovado até 2028 – e de uma base sub-25 sugere novo ciclo de competitividade. A final de 31 de maio é, ao mesmo tempo, ponto culminante e trampolim para metas mais ambiciosas, como consolidar hegemonia doméstica e repetir presenças em decisões continentais.
Resumo prospectivo: A jornada que começou com paciência em 2019 chega ao maior teste no fim do mês. Se confirmar a dobradinha Premier League + Champions, o Arsenal encerrará duas décadas de espera e inaugurará oficialmente uma nova era nos Emirados. Caso contrário, os indicadores de performance sugerem que brigar por títulos passou a ser rotina – não exceção.
Com informações de Trivela