Quem: Wesley Sneijder, ex-meia campeão europeu pela Internazionale.
O quê: classificou como “entediante” a vitória do Arsenal por 1 x 0 sobre o Atlético de Madrid, que garantiu os ingleses na final da Champions League 2025/26.
Quando e onde: declaração dada em 5 de maio, ao canal holandês Ziggo Sport, logo após o jogo disputado no Emirates Stadium.
Por quê: segundo o ex-jogador, faltaram intensidade, criatividade e chutes a gol — cada equipe terminou a partida com apenas duas finalizações certas.
Análise tática: por que o jogo travou
Depois do gol de Bukayo Saka aos 41’ do 1º tempo, o Arsenal migrou do 4-3-3 agressivo para um bloco médio-baixo, privilegiando posse segura (61% ao final da partida) e limitando o Atlético às laterais. Já o time de Diego Simeone, tradicionalmente reativo, não encontrou profundidade: obrigou Griezmann a recuar além da linha da bola e terminou com apenas 0,54 xG (gols esperados), segundo a plataforma pública StatsBomb.
Raio-X da campanha dos finalistas
- Arsenal: 14 jogos, 11 vitórias, 3 empates, nenhuma derrota; 29 gols marcados e 9 sofridos; média de 2,07 gols por partida.
- Atlético de Madrid: eliminado com 8 vitórias, 3 empates e 3 derrotas; ataque de 18 gols e defesa vazada 12 vezes.
Comparativo com o possível adversário
Quem sair vivo do duelo PSG x Bayern (franceses levam vantagem de 5 x 4 no agregado) enfrentará um Arsenal que, embora invicto, ainda sofre questionamentos pela baixa produção ofensiva nos mata-matas: apenas quatro chutes certos somados nas duas partidas da semifinal.
Em contraste, PSG e Bayern protagonizaram um 5 x 4 no Parque dos Príncipes com 3,9 xG combinados — número seis vezes maior que o registrado em Londres.
Impacto futuro: o que Sneijder antecipa
O ex-meia prevê “vitória fácil” de PSG ou Bayern se o Arsenal repetir a postura conservadora. As estatísticas corroboram a preocupação: o time de Mikel Arteta caiu de 18,1 finalizações por jogo na fase de grupos para 9,4 no mata-mata, redução de 48%. A defesa, porém, manteve solidez (média de 0,64 gol sofrido).
Imagem: Internet
Na Premier League, os londrinos lideram com quatro pontos de vantagem. Uma conquista continental encerraria jejum de 20 anos sem títulos de Champions para clubes ingleses fora do eixo City-Chelsea.
Conclusão prospectiva: A fala de Sneijder reforça um dilema que definirá Budapeste: o Arsenal será capaz de equilibrar solidez defensiva e agressividade contra ataques mais produtivos? A resposta começa a ser desenhada já nesta quarta (6), quando conheceremos o adversário da final — e o termômetro real da crítica de Sneijder.
Com informações de Trivela