Paris — 07/05/2026. O Paris Saint-Germain consolidou uma estratégia incomum nesta temporada: preservar o capitão Marquinhos no Campeonato Francês para utilizá-lo quase que exclusivamente na Champions League. O zagueiro de 31 anos foi titular em 14 das 16 partidas continentais e soma apenas nove aparições como titular na Ligue 1, evidenciando o planejamento de Luis Enrique para chegar à final contra o Arsenal, marcada para 30 de maio, em Budapeste.
Por que o PSG poupa seu capitão no torneio doméstico?
Com domínio absoluto na França — o clube lidera a Ligue 1 com folga e já garantiu matematicamente o título —, a comissão técnica avaliou que a rotação de elenco seria decisiva para manter o grupo inteiro até os momentos agudos da Champions. Desde fevereiro, Marquinhos disputou somente 90 minutos na liga nacional, apesar de não apresentar problemas físicos relevantes. O objetivo é reduzir ao máximo o desgaste acumulado após a temporada 2024/25 ter avançado até julho por conta do Mundial de Clubes.
Raio-X de Marquinhos em 2025/26
- Jogos na Ligue 1: 9 como titular (7 vitórias, 2 empates)
- Minutos na Ligue 1 pós-fevereiro: 90
- Jogos na Champions League: 14 como titular (últimos 13 consecutivos)
- Total de partidas pelo PSG na temporada: 23
- Partidas de Champions na carreira: 121 — recorde absoluto para um brasileiro, superando Roberto Carlos (120)
Impacto tático: liderança e versatilidade na linha defensiva
Marquinhos atua como pilar do sistema de Luis Enrique. Em fase de construção, o brasileiro posiciona-se muitas vezes como terceiro homem para liberar laterais altos, enquanto, sem a bola, volta a compor dupla com Willian Pacho em um 4-4-2 compacto. A experiência do capitão torna-se fundamental nos momentos de pressão alta adversária, como ocorreu na vitória por 5 × 4 sobre o Bayern de Munique na semifinal de ida.
Críticas e redenção na semifinal
Parte da imprensa francesa questionou a atuação do defensor no primeiro jogo contra o Bayern, atribuindo-lhe responsabilidade direta em dois gols. A resposta veio no duelo de volta, quando Marquinhos liderou 11 cortes e 4 desarmes, estatísticas que contribuíram para a classificação parisiense à segunda final consecutiva.
O que muda para a final contra o Arsenal
O PSG ainda tem três compromissos restantes pela Ligue 1. A tendência é que Marquinhos só atue se houver necessidade de ritmo, mantendo-se fresco para enfrentar um Arsenal que chega com ataque veloz — média de 2,1 gols por jogo na Premier League. A gestão dará ao zagueiro cerca de 23 dias de intervalo pleno entre a semifinal e a decisão, janela incomum em calendários europeus e potencial vantagem física.
Imagem: IMAGO
Reflexo na Seleção Brasileira
A preservação de minutos também interessa à comissão técnica de Carlo Ancelotti. Marquinhos ultrapassou recentemente a marca de 100 jogos pelo Brasil e é cotado como titular na Copa do Mundo de 2026. A carga reduzida no clube pode prolongar a vida útil do zagueiro em alto nível tanto no PSG quanto na seleção.
Perspectiva: Caso a estratégia culmine no inédito título europeu, o modelo de “especialista em Champions” poderá influenciar outros clubes continentais, reforçando a tendência de uso seletivo dos principais atletas em ligas nacionais para maximizar desempenho nas competições internacionais.
Com informações de Trivela