Vida sem Casemiro: Empate mostra que United pode ter problemas após saída do brasileiro

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Quem: Manchester United de Michael Carrick; o quê: empate por 0 a 0; quando: sábado, 9 de maio de 2026; onde: Stadium of Light, pela 36ª rodada da Premier League; por quê: ausência de Casemiro, poupado por questões físicas, alterou o equilíbrio do meio-campo.

Casemiro fora: a engrenagem que faltou no Stadium of Light

Com o brasileiro preservado para voltar diante do Nottingham Forest, Carrick armou o meio-campo com Kobbie Mainoo e Mason Mount na base, deixando Bruno Fernandes mais adiantado. A mudança retirou do United o jogador que, desde 2022, vem ancorando a fase defensiva e iniciando a construção de jogo.

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O Sunderland, de Régis Le Bris, normalmente reativo, passou a permanecer mais tempo com a bola (52% de posse na etapa inicial) e somou 10 finalizações antes do intervalo – registros acima da média da equipe na temporada. Sem um volante de contenção de elite, o United concedeu espaço para Granit Xhaka organizar o rival com passes verticais e conduções curtas.

Raio-X do jogo e da temporada

  • Posse de bola (1ºT): Sunderland 52% x 48% United.
  • Finalizações (90’): 14 Sunderland x 8 United.
  • Desarmes por 90’ 2025/26*: Casemiro 3,4 | Mainoo 2,1 | Mount 1,2. (*dados Opta, mínimo 1.000 minutos)
  • Jogos sem sofrer gol com Casemiro como titular: 43% de aproveitamento desde 2022/23; sem ele, taxa cai para 28%.

Os números ajudam a entender por que o impacto defensivo do camisa 18 vai além da simples marcação: ele lidera o elenco em recuperações no terço médio e em passes verticais completados, combinação rara no elenco atual.

Opções internas: adaptação ou mercado?

Carrick conta com Manuel Ugarte, mas o uruguaio não se firmou desde a chegada do PSG em 2024 e pode ser negociado. Mainoo tem qualidade técnica e leitura de espaço, porém ainda não oferece a mesma densidade física para duelos aéreos e coberturas longas. Sem um substituto direto, o treinador precisará:

  1. Reestruturar a altura do bloco, aproximando linhas para proteger a zaga;
  2. Reforçar a primeira fase de construção usando laterais por dentro, reduzindo a dependência de um 5 clássico;
  3. Buscar no mercado um jogador de perfil “Casemiro”.

No radar: quem pode herdar a função?

O nome mais citado é Aurélien Tchouaméni, em situação indefinida no Real Madrid. O francês alia 1,87 m de envergadura a boa saída de jogo – 91% de acerto em passes na Liga 2025/26 – e teria adaptação tática imediata ao 4-3-3/4-2-3-1 de Carrick. Outros perfis monitorados incluem Amadou Onana (Everton) e João Palhinha (Fulham), ambos especialistas em métricas de pressão e duelos defensivos.

Próximos passos: reta final da Premier League e planejamento 2026/27

O United encara o Nottingham Forest no próximo domingo (17) em Old Trafford, partida que marcará a despedida de Casemiro diante da torcida. Na tabela, os Red Devils lutam por vaga direta na Champions League e não podem mais desperdiçar pontos. A diretoria traçou como prioridade concluir a reposição do camisa 18 antes do início da pré-temporada nos Estados Unidos, em julho.

Conclusão prospectiva: o 0x0 no Stadium of Light funcionou como um alerta prático do que pode ocorrer sem o “guarda-costas” brasileiro. Se a janela de transferências não entregar um volante de impacto semelhante, Carrick terá de reinventar a estrutura do meio-campo para manter o United competitivo em 2026/27.

Com informações de Trivela

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