Mesmo com Isak, convocação da Suécia para a Copa é marcada por ausências e polêmicas

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Estocolmo (12/05/2026) – O técnico Graham Potter anunciou nesta terça-feira os 26 jogadores que representarão a Suécia na Copa do Mundo de 2026. A lista, que confirma a dupla de ataque Alexander Isak e Viktor Gyökeres, gerou controvérsia ao deixar fora jovens em ascensão como Roony Bardghji (Barcelona) e Williot Swedberg (Celta de Vigo).

Quem está dentro e quem ficou de fora

Potter manteve a espinha dorsal que carimbou a vaga no playoff europeu – vitórias por 3 × 1 sobre a Ucrânia e 3 × 2 sobre a Polônia em março. A base ofensiva é formada por Isak (Liverpool) e Gyökeres (Arsenal), apoiados por Lucas Bergvall (Tottenham) e Anthony Elanga (Newcastle).

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No entanto, cinco nomes chamam atenção pela ausência:

  • Roony Bardghji – campeão espanhol pelo Barcelona, 26 jogos e seis participações em gols.
  • Williot Swedberg – herói de vitórias do Celta contra Real Madrid e Atlético, sexto lugar em LaLiga.
  • Sebastian Nanasi – sete gols e quatro assistências pelo Strasbourg na Ligue 1.
  • Hugo Larsson – 21 partidas como titular do Eintracht Frankfurt na Bundesliga.
  • Samuel Dahl – peça importante no Benfica de José Mourinho, terceiro na Liga Portugal.

Perfil da convocação de Graham Potter

O treinador optou por continuidade e experiência recente em seus dois primeiros meses de trabalho. Dos 26 chamados, 22 estiveram presentes na última Data Fifa. A média de idade do elenco é de 25,8 anos, mas a escolha por atletas com rodagem em seleções de base (caso de Bergvall e Ayari) sinaliza transição gradual.

Raio-X: números que embasam (ou não) as escolhas

Defesa: A Suécia sofreu apenas quatro gols nas últimas seis partidas oficiais. A manutenção de Lindelöf e Ekdal sustenta a ideia de uma linha consolidada.

Meio-campo: Jasper Karlström e Mattias Svanberg são líderes em minutos da Era Potter (540 e 512, respectivamente) – indício de que a comissão valoriza entrosamento.

Ataque: Isak e Gyökeres somam 10 dos últimos 14 gols suecos em Eliminatórias e amistosos, estatística que reforça a confiança na dupla.

O paradoxo: Ken Sema, reserva no Pafos do Chipre e com apenas um gol nas últimas três temporadas, foi lembrado; Bardghji, regular em LaLiga, não. A decisão expõe o peso dado ao histórico com a seleção – Sema disputou 23 partidas pela equipe principal desde 2022, contra nenhuma de Bardghji.

Impacto no Grupo F e implicações táticas

A Suécia estreia em 14 de junho contra a Tunísia, em um grupo que ainda conta com Holanda e Japão – duas seleções tecnicamente propositivas. Sem Kulusevski, fora por lesão no joelho, Potter perde um meia híbrido capaz de quebrar linhas. A tendência é ver Elanga aberto na direita, Bergvall entrelinhas e Svanberg na sustentação, num 4-2-3-1 que fortaleça transições rápidas para Isak.

Já a ausência de Bardghji reduz opções de 1×1 pelo flanco esquerdo. Swedberg, especialista em diagonais curtas, poderia oferecer recurso de posse contra defesas baixas, um cenário provável diante da Tunísia.

O que observar a partir de agora

Potter ganhou tempo curto para treinar integrações ofensivas antes do primeiro jogo em Vancouver. Caso as transições não encaixem, nomes fora da lista devem voltar à pauta na Euro 2028. A performance sueca contra a Holanda, em 20 de junho, será o verdadeiro termômetro: pontuar pode encaminhar as oitavas, mas tropeçar abrirá questionamentos imediatos sobre as escolhas de hoje.

Com informações de Trivela

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