Só um jogador aproveitou última oportunidade antes da convocação à Copa do Mundo

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Faltando menos de 24 horas para Carlo Ancelotti divulgar os 26 nomes do Brasil para a Copa do Mundo de 2026, apenas um concorrente às últimas vagas transformou o fim de semana em argumento convincente: Pedro. O atacante do Flamengo marcou no empate com o Athletico-PR, observado in loco pelo treinador, e destacou-se em meio a atuações discretas de quem ainda briga por espaço.

Como Ancelotti planeja as 14 vagas de meio-campo e ataque

Ancelotti já trabalha com um bloco praticamente fechado de nove atletas ofensivos:

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Meio-campistas: Casemiro, Bruno Guimarães, Danilo Santos, Fabinho.
Atacantes: Vinicius Júnior, Raphinha, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli, Luiz Henrique.

Restam cinco lugares — um ou dois no meio e três ou quatro no ataque, distribuídos entre:

  • Um ponta que também atue por dentro;
  • Um centroavante de imposição física;
  • Atacantes móveis que alternem entre corredor lateral e faixa central.

O desempenho do fim de semana: quem subiu e quem caiu

Pedro (Flamengo) – em alta
Gol marcado, nove desde a última Data Fifa, leitura de espaços para recuar e participar da construção. A presença do técnico italiano na Arena da Baixada reforça a boa impressão.

Igor Thiago (Brentford) – oscilação
Vice-artilheiro da Premier League com 22 gols, mas vive jejum de quatro partidas sem marcar em bola rolando. No 2 × 2 contra o Crystal Palace desperdiçou duas chances claras.

Endrick (ex-Palmeiras, Lyon) – apagado
Despedida da Ligue 1 com derrota por 4 × 0 para o Lens. Versatilidade e rendimento prévio ainda sustentam a candidatura.

Rayan (Bournemouth) – sem atuar no fim de semana
Três gols nos últimos jogos, mas só volta a campo na terça-feira, já depois da lista.

Igor Jesus (Nottingham Forest) – adaptação tática
Ficou em branco contra o Manchester United e soma seis gols na Premier. Tem atuado como segundo atacante, função que hoje conta com Matheus Cunha.

João Pedro (Chelsea) – preocupação física
Saiu machucado na final da FA Cup e ainda não balançou as redes pela Seleção. Informação de bastidor aponta risco de corte caso Neymar seja confirmado.

Andrey Santos (Chelsea) – minutos escassos
Terceiro jogo seguido sem sair do banco; possibilidade de ficar fora para ganhar rodagem no ciclo até 2030.

Raio-X estatístico dos principais candidatos

  • Pedro: 9 gols em 11 jogos desde março; média de 0,81 gol/jogo.
  • Igor Thiago: 22 gols e 5 assistências na Premier League 2025/26; 1 gol (pênalti) nos últimos 5 jogos.
  • Endrick: 7 gols e 4 assistências em 19 partidas pelo Lyon; participação direta em 0,58 gol/jogo.
  • Rayan: 3 gols nos últimos 4 jogos pelo Bournemouth; 6 na temporada.
  • Igor Jesus: 6 gols e 3 assistências na liga inglesa; 0,38 participação de gol/jogo.

Efeito cascata: defesa também em discussão

Na zaga, a surpresa foi a inclusão de Thiago Silva na pré-lista. O veterano de 41 anos atua com regularidade limitada no Porto, mas sua experiência pesa na avaliação. Léo Pereira ganhou pontos ao participar do gol de Pedro, enquanto Bremer saiu de campo criticado na derrota da Juventus para a Fiorentina.

Próximas etapas da Seleção

A convocação será divulgada nesta segunda-feira (18), às 17h, no Rio de Janeiro. A apresentação está marcada para 27 de maio. O Brasil encara Panamá (31/05, Maracanã) e Egito (06/06, Orlando) antes da estreia no Mundial, dia 13, contra Marrocos.

O que esperar após a lista

A tendência é que Ancelotti leve um grupo com amplitude de variações táticas: um 4-3-3 com falso 9 ou um 4-2-3-1 com meia centralizado, abrindo espaço para Neymar. Se Pedro for confirmado, o atacante rubro-negro oferece profundidade e movimentação que Igor Thiago não entrega com a mesma agilidade, algo valioso diante de adversários que marcam em bloco baixo.

Conclusão: O gol marcado em momento decisivo reforça a candidatura de Pedro e pode selar sua primeira Copa. Para os demais concorrentes, o rendimento abaixo da média no último teste diminuiu a margem de manobra. O anúncio oficial desta segunda-feira esclarecerá se o peso dado por Ancelotti à “última impressão” foi mesmo determinante ou se a comissão técnica privilegiou o desempenho ao longo do ciclo. As respostas começam a moldar não apenas a lista, mas também o desenho tático que o Brasil levará aos Estados Unidos.

Com informações de Trivela

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