Quem: Bremer, Roger Ibañez, Léo Pereira, Danilo (Botafogo), Igor Thiago, Endrick e Rayan. O quê: garantiram vaga entre os 26 convocados por Carlo Ancelotti. Quando: lista divulgada em 18 de maio de 2026. Onde: na sede da CBF, Rio de Janeiro. Por quê: apresentações convincentes na última Data Fifa e lacunas abertas por lesões mudaram o cenário nas posições-chave.
Por dentro das escolhas de última hora
Carlo Ancelotti manteve a espinha dorsal da Seleção, mas precisou de soluções rápidas depois das lesões de Éder Militão, Rodrygo e Estêvão. O resultado foram seis “sobreviventes” que só apareceram com frequência na reta final do ciclo e ainda assim carimbaram o passaporte para a Copa do Mundo.
Bremer: experiência de 2022 pesa na recomposição defensiva
Sem Militão, o italiano testou Fabricio Bruno e Vitor Reis, mas ambos oscilaram. Bremer entrou contra a França, marcou gol e saiu fortalecido pela consistência em 90 minutos. Além da boa temporada na Juventus (34 jogos, 3 gols e média de 5,1 recuperações por partida na Serie A 2025/26*), o zagueiro já viveu o ambiente de 2022, atributo valorizado pela comissão.
Roger Ibañez: lateral híbrido para o “lado construtor”
Na ausência de Militão, Ancelotti precisava de um defensor que alinhasse como zagueiro por dentro na saída de bola, mas com leitura de cobertura por fora. Ibañez, titular do Al-Ahli e com 3,2 desarmes/90 na Saudi Pro League*, correspondeu nos amistosos — 20 minutos contra a França e 90 minutos sólidos contra a Croácia.
Léo Pereira: canhoto de origem para equilibrar a zaga
A comissão ainda buscava um reserva natural para Gabriel Magalhães. Alexsandro e Lucas Beraldo não convenceram; Léo Pereira, mesmo errático na marcação diante da França, entregou qualidade na construção frente à Croácia (91 % de acerto nos passes longos*). A escassez de canhotos definiu a escolha.
Danilo (Botafogo): o “segundo volante” histórico reaparece
Lucas Paquetá perdeu terreno e Andrey Santos saiu da lista. A vaga ficou com Danilo Santos, do Botafogo, que combinou intensidade defensiva (8,4 duelos vencidos/90 no Brasileirão 2025*) e chegada na área — fez gol e deu assistência nas duas últimas partidas da Data Fifa. Taticamente, devolve ao esquema o interior que pisa na área, ausente em parte do ciclo.
Igor Thiago, Endrick e Rayan: trio dá novas cartadas ao ataque
Ancelotti flertou com um 4-3-3 mais posicional após as lesões nas pontas. Igor Thiago, vice-artilheiro da Premier League com 23 gols*, oferece o “9” de choque que o ciclo ainda não testara. Endrick, tratado como projeto de médio prazo, foi decisivo nos minutos finais contra a Croácia: sofreu pênalti e serviu Martinelli. Rayan, 14 minutos de observação, aproveitou fama de “pontas clássicos” em alta no Bournemouth (12 gols e 6 assistências na temporada*).
Imagem: Internet
Raio-X dos recém-chegados
- Bremer (Juventus): 34J | 3G | 5,1 recuperações/90
- Roger Ibañez (Al-Ahli): 29J | 2G | 3,2 desarmes/90
- Léo Pereira (Flamengo): 57J | 4G | 91 % passes longos
- Danilo Santos (Botafogo): 32J | 6G | 4A | 8,4 duelos vencidos/90
- Igor Thiago (Brentford): 35J | 23G | 0,57 G/90
- Endrick (Lyon): 33J | 17G | 8A
- Rayan (Bournemouth): 30J | 12G | 6A
*Dados de campeonatos nacionais 2025/26, segundo estatísticas oficiais das ligas.
Impacto no plano tático rumo à Copa
As escolhas indicam que Ancelotti quer versatilidade defensiva (três zagueiros capazes de atuar abertos) e profundidade de elenco no comando de ataque. A presença de Igor Thiago permite alternar o 4-3-3 para um 4-2-3-1 com referência física; Danilo e Endrick oferecem ruptura pelo corredor central. Já Bremer e Ibañez reforçam a saída 3+1 quando os laterais avançarem.
Em síntese, os “últimos da fila” ampliam as variações do treinador e tornam a Seleção menos dependente de titulares específicos. Como Ancelotti testará essas peças nos amistosos pré-Copa será o próximo capítulo decisivo — especialmente para fixar o substituto de Militão e definir quem será o 9 em jogos de mata-mata.
Com informações de Trivela