‘Poderia ser semifinal de Copa do Mundo’: Endrick exalta adversário do Brasil 

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Nova Iorque (EUA), 21/05/2026 – Convocado por Carlo Ancelotti para sua primeira Copa do Mundo, Endrick definiu que o confronto Brasil x Marrocos, marcado para 13 de junho, “poderia ser uma semifinal”. A partida abre a caminhada das duas seleções no Grupo C do Mundial de 2026, disputado em Estados Unidos, México e Canadá, e reúne o pentacampeão mundial contra o semifinalista da edição anterior.

Por que o duelo ganhou status de “quase semifinal”

Endrick baseia sua avaliação em dois fatores objetivos: o histórico recente de Marrocos e a tradição vencedora do Brasil. Os Leões do Atlas surpreenderam em 2022 ao chegar entre os quatro melhores, sustentados por uma defesa que sofreu apenas um gol nos cinco primeiros jogos. Já a Seleção entra pressionada pelo jejum de 24 anos sem erguer a taça, mas ostenta elenco considerado um dos mais profundos do torneio.

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Raio-X dos adversários

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Marrocos

  • Semifinalista em 2022; venceu Espanha e Portugal em mata-matas.
  • Defesa sólida: média de 0,83 gol sofrido por jogo na última Copa.
  • Elenco com titulares em Premier League, La Liga e Bundesliga, como Achraf Hakimi e Sofyan Amrabat.

Brasil

  • Pentacampeão (1958, 1962, 1970, 1994, 2002); última final há 24 anos.
  • Comandado por Carlo Ancelotti desde 2025; aproveitamento de 78% em 18 jogos.
  • Renovação ofensiva com Endrick, Gabriel Martinelli e Rodrygo complementando os experientes Vinícius Júnior e Richarlison.

Endrick: carta na manga de Ancelotti

Emprestado pelo Real Madrid ao Lyon em 2025/26, Endrick chega ao Mundial depois de 7 gols e 8 assistências em 19 partidas na Ligue 1. Na Seleção, soma 15 jogos e 3 gols, além de duas assistências no amistoso contra a Croácia em março. A expectativa interna é utilizá-lo como ponta de lança nos minutos finais, explorando velocidade e finalização para quebrar linhas fechadas – cenário provável diante do bloco baixo característico de Marrocos.

Memória recente: o amistoso de 2023

O último encontro entre as seleções terminou em 2 × 1 para Marrocos, em Tanger, logo após a Copa do Catar. Foi a primeira vitória marroquina sobre o Brasil e reforçou a narrativa de equilíbrio. Endrick ainda não fazia parte do elenco na ocasião, mas o resultado serve de alerta dentro da Granja Comary.

Impacto na rota do Grupo C

Quem vencer em 13 de junho tende a assumir a liderança provisória e evitar um cruzamento precoce contra adversários do competitivo Grupo D, que conta com França e Colômbia. A diferença entre terminar em primeiro ou segundo pode redesenhar todo o caminho até as quartas de final, razão pela qual Ancelotti e Walid Regragui (técnico marroquino) tratam o duelo como “mata-mata antecipado”.

Em síntese, o elogio de Endrick vai além do protocolo: traduz a leitura tática de um jogo marcado pela velocidade marroquina e pela necessidade brasileira de furar defesas compactas. Para a jovem promessa, pode ser a vitrine que lhe garanta minutos decisivos no restante do torneio – e, para o Brasil, o primeiro passo de uma campanha que busca encerrar o maior jejum de títulos da sua história.

Com informações de Trivela

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