Quem: Mohamed Salah, Andy Robertson (Liverpool) e Pep Guardiola, Bernardo Silva, John Stones (Manchester City).
O quê: despedidas oficiais dos clubes.
Quando: 24 de maio de 2026, na 38ª rodada da Premier League.
Onde: Anfield (Liverpool 1 × 1 Brentford) e Etihad Stadium (Manchester City 1 × 2 Aston Villa).
Por quê: término de contratos e decisão dos profissionais de não renovar, encerrando ciclos iniciados entre 2016 e 2017.
Despedidas que encerram quase uma década de conquistas em Anfield
Salah e Robertson, pilares da era Jürgen Klopp, foram homenageados durante 15 minutos ininterruptos de cânticos. O egípcio, 33 anos, participou diretamente do gol dos Reds ao servir Curtis Jones, confirmando estatísticas que o colocam como maior artilheiro do clube na era moderna: 255 gols e 120 assistências em 440 jogos. Já o lateral-esquerdo escocês, 32, fecha o ciclo com 377 partidas, 60 assistências e 9 títulos, incluindo a Champions League de 2019 e as Premier League de 2020 e 2024.
Trinca lendária se despede no Etihad sob guarda de honra
Guardiola, Bernardo Silva e John Stones receberam mosaicos e faixas antes do duelo contra o Aston Villa. O treinador espanhol deixa o clube com 20 troféus – entre eles a inédita Champions de 2023 e seis títulos da liga –, 75% de aproveitamento e a meta de uma estátua já aprovada. Bernardo Silva (459 jogos, 77 gols, 76 assistências) e Stones (295 jogos, 19 gols) encerram presença fundamental em esquemas que variaram do 4-3-3 original ao 3-2-4-1 com zagueiro-líbero.
Raio-X dos números que sustentam a idolatria
Liverpool
• Salah: 0,58 gol/jogo; participação direta em 375 tentos.
• Robertson: média de 0,16 assistência/jogo; 17 gols – a maioria em jogadas de bola parada.
Manchester City
• Guardiola: média de 2,24 pontos por partida em 593 jogos.
• Bernardo: 1 participação em gol a cada 3 jogos.
• Stones: 92% de acerto no passe nas últimas três temporadas, atuando como zagueiro e volante.
Impacto tático e de mercado para 2026/27
Liverpool: a saída simultânea de um extremo destro e do lateral-esquerdo titular obriga Arne Slot a repensar a construção pelo corredor esquerdo — setor que respondeu por 42% das chances criadas em 2025/26. Expectativa de busca no mercado por um defensor de apoio agressivo e um atacante que mantenha profundidade e capacidade de decisão.
Imagem: Imago
Manchester City: a transição pós-Guardiola exigirá definição de estilo. Bernardo e Stones eram peças-chave no jogo posicional, oferecendo versatilidade para sair com três ou quatro homens. O clube monitora meio-campistas com alto QI tático e zagueiros capazes de atuar na linha de meio, mantendo a média de 64% de posse registrada na última década.
Conclusão prospectiva: as despedidas abrem espaço para uma reconfiguração profunda em dois dos elencos mais dominantes da Inglaterra. O planejamento de contratações, pré-temporada e escolha do sucessor de Guardiola serão decisivos para o equilíbrio da Premier League 2026/27, prometendo novas narrativas já a partir da reabertura da janela de transferências em junho.
Com informações de Trivela