Nápoles, 24 de maio de 2026 – Logo após a vitória do Napoli por 1 a 0 sobre a Udinese, pela rodada final da Serie A, Antonio Conte foi direto ao ponto: não há negociação com a FIGC, mas, se tivesse de sugerir um nome para a seleção italiana, seria Pep Guardiola. A declaração catalisou o debate sobre quem comandará a Azzurra após a terceira eliminação consecutiva em Copas do Mundo.
Por que a fala de Conte importa
O treinador, que dirigiu a Itália entre 2014 e 2016, é considerado favorito nos bastidores para retomar o cargo. Ao citar Guardiola e indagar se a Federação “tem fundos” para bancar um técnico desse patamar, Conte expôs:
- A crise financeira e institucional da FIGC, que ainda opera com presidente interino até a eleição de 22 de junho;
- A urgência por um projeto de alto nível que recoloque a seleção em Copas depois dos fracassos de 2018, 2022 e 2026;
- O seu próprio valor de mercado: ao comparar-se indiretamente a Guardiola, ele sinaliza que precisará de autonomia, investimento e, possivelmente, salário compatível à elite europeia.
Raio-X: números que explicam a crise da Azzurra
Eliminações seguidas: a Itália não disputa uma Copa desde 2014.
Repescagens fatais: em 2022 caiu para a Macedônia do Norte; em 2026, para a Bósnia e Herzegovina.
Deficiência ofensiva: média de 1,14 gol por jogo nas Eliminatórias de 2026, pior marca entre as seleções campeãs mundiais.
Troca de comando: cinco técnicos diferentes desde 2016; nenhum completou um ciclo inteiro de quatro anos.
Quem pode assumir: perfis na mesa da FIGC
Pep Guardiola – Livre após dez temporadas e 17 títulos no Manchester City; salário estimado em €20 milhões/ano.
Imagem: Nigel French
Antonio Conte – Reconstruções rápidas na Juventus, Chelsea, Inter e Napoli; venceu a Serie A por quatro clubes diferentes.
Massimiliano Allegri – Atual técnico do Milan, pentacampeão italiano, visto como opção mais “conservadora” financeiramente.
Impacto projetado para o ciclo 2027-2030
• Curto prazo (Liga das Nações 2027): um nome de elite permitiria imediata reestruturação tática e psicológica.
• Médio prazo (Eliminatórias 2029): contratação de Guardiola ou Conte significaria aposta em modelo de jogo proativo, rompendo com o padrão defensivo recente.
• Longo prazo (Copa 2030): projeto sólido pode rejuvenescer a base – hoje, apenas 34 % dos convocados têm menos de 25 anos – e recolocar a Itália no top 8 do ranking da FIFA.
Conclusão prospectiva: A escolha do próximo treinador será o primeiro teste da nova administração da FIGC. Se optar por Conte ou Guardiola, a Federação sinalizará investimento alto e ruptura de paradigma; se ficar com uma solução interna, mostrará cautela e limitação orçamentária. A decisão, prevista para as semanas seguintes à eleição de 22 de junho, definirá o rumo da Azzurra no ciclo até 2030 e deve manter o noticiário italiano em ebulição.
Com informações de Trivela