Fato principal: Marrocos divulgou nesta terça-feira (26) sua lista final para a Copa do Mundo de 2026, sem nomes tradicionais como Sofiane Boufal e Youssef En-Nesyri, mas com cinco estreantes formados no futebol europeu, reforçando o elenco que enfrentará o Brasil na estreia do Grupo C, dia 13 de junho, em Nova York.
Por que a convocação chama atenção
Após o inédito 4º lugar em 2022, os Leões do Atlas trocaram Walid Regragui por Mohamed Ouahbi a menos de três meses do Mundial. A primeira grande decisão do novo técnico foi renovar parte do elenco: manteve a espinha dorsal (Bounou, Hakimi, Mazraoui, Amrabat, Brahim Díaz), mas abriu espaço a jovens da diáspora que atuam em ligas de elite — estratégia que a Federação Marroquina vem intensificando desde 2018.
Quem ficou fora e o que muda taticamente
Ausências de peso: Boufal, ponta de drible curto e titular em 2022, e En-Nesyri, referência aérea, não foram chamados. Sem eles, Ouahbi sinaliza:
- Mais mobilidade no ataque: Ayoub El Kaabi e Abdessamad Ezzalzouli oferecem movimentação pelas beiradas e infiltração em velocidade, em vez do pivô fixo de En-Nesyri.
- Criação por dentro: Brahim Díaz deve atuar centralizado, aproximando-se de Ounahi e El Khannouss para acelerar transições — setor que foi o ponto forte marroquino na campanha de 2022.
Raio-X da lista marroquina
Idade média: 25,9 anos (a quinta mais jovem entre as 32 seleções já confirmadas).
Jogadores que atuam nas Top-5 ligas europeias: 16 dos 26.
Remanescentes de 2022: 13 atletas.
Gols sofridos em 2022: 5 em 7 partidas (0,71 por jogo) — segunda melhor defesa daquele Mundial.
O que o Brasil deve esperar em 13 de junho
Mesmo com a saída de Boufal e En-Nesyri, Marrocos mantém características que complicaram Espanha e Portugal em 2022: linhas compactas em 4-1-4-1, pressão direcionada às laterais e transições fulminantes pelos corredores com Hakimi e Mazraoui. A novidade é a presença de dois laterais goleadores no elenco — Salah-Eddine (PSV) e El Ouahdi (Genk) — o que amplia a profundidade ofensiva.
Impacto para o Grupo C
A tendência é de um duelo direto com a Escócia pela segunda vaga, mas um resultado positivo contra o Brasil pode mudar todo o cenário. Com históricos recentes favoráveis (empate contra a Seleção em 2024) e elenco rejuvenescido, Marrocos aposta na continuidade defensiva e na criatividade de Brahim Díaz para surpreender.
Imagem: Ewen Gavet
Próximos passos: Os marroquinos farão um último amistoso fechado contra o Canadá em 5/6, quando Ouahbi deve testar os novatos Bouaddi e Amaimouni entre os titulares. Qualquer corte até 7/6 será suprido pelos reservas El Harrar, Saadane e Sbaï.
Com a renovação controlada e a manutenção da solidez defensiva, Marrocos chega à Copa 2026 como o adversário mais duro da Seleção na fase de grupos. O encontro de 13 de junho servirá de termômetro imediato para as pretensões de ambos e pode redefinir as projeções de mata-mata.
Com informações de Trivela