Por que os impedimentos ‘atrasados’ serão menos comuns na Copa de 2026

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FIFA confirmou que, já a partir da Copa do Mundo de 2026, assistentes receberão um alerta sonoro sempre que um atacante estiver em posição irregular por 10 cm ou mais, medida que deve reduzir drasticamente os chamados “impedimentos atrasados”. O recurso, inédito em Mundiais, será aplicado nos estádios dos Estados Unidos, Canadá e México e representa o passo seguinte da tecnologia semiautomática testada no Catar-2022.

Como funcionará o novo alerta sonoro

A cada posse de bola, 12 câmeras dedicadas rastrearão 29 pontos de articulação de todos os 22 atletas em campo. Se o algoritmo identificar distância igual ou superior a 10 cm entre o penúltimo defensor e o atacante, um bip discreto chega instantaneamente ao fone do assistente. Caberá a ele decidir se ergue ou não a bandeira; o VAR permanece como segunda instância.

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Evolução da ferramenta: dos 50 cm para 10 cm

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A versão usada na Copa do Mundo de Clubes 2023 e na Copa Intercontinental 2024 só enviava sinal quando o impedimento era de, no mínimo, 50 cm. A redução para 10 cm exigiu:

  • Criação de avatares 3D individualizados – todos os 1.248 jogadores das 48 seleções serão escaneados em um processo de um segundo antes da estreia;
  • Aprimoramento do chip de proximidade na bola, agora capaz de detectar qual atleta fez o último toque, auxiliando inclusive em escanteios e arremessos laterais;
  • Sistema de reconstrução 3D em tempo real que reproduz a visão dos goleiros para lances de interferência.

Raio-X: por que a mudança importa

Tempo de jogo – segundo relatório técnico da FIFA, as checagens de impedimento consumiram em média 70 s por revisão no Catar-2022. Com a bandeira erguida logo no início da jogada, a expectativa é cortar boa parte dessas pausas.

Segurança física – o caso de Taiwo Awoniyi (Nottingham Forest), colocado em coma induzido após se chocar com a trave em maio de 2025, ilustrou o risco de estender lances nitidamente ilegais.

Precisão – distância de 10 cm representa menos da metade do comprimento de uma chuteira profissional, limite considerado aceitável pela International Board para minimizar intervenções sem aumentar o número de erros.

Impacto tático para seleções e jogadores

Equipes que praticam linha defensiva alta (casos recentes de França, Inglaterra e Alemanha) ganham respaldo para manter o bloco adiantado, sabendo que eventuais avanços milimétricos dos atacantes serão vistos de imediato. Já atacantes que exploram profundidade – como Kylian Mbappé ou Darwin Núñez – terão de calibrar ainda mais o tempo de disparo.

Além disso, a redução de paradas pode favorecer seleções que baseiam o jogo em altas sequências de pressão e ritmo, pois haverá menos reposicionamentos e recomeços.

O que continua no julgamento humano

Interferência de impedido sem toque na bola: segue sendo lance interpretativo.
Jogadas com menos de 10 cm: não há alerta automático; VAR revisa posteriormente.
Confirmação visual: mesmo com avatar 3D, assistentes podem ignorar o bip se identificarem falha do sistema.

Próximos passos e calendário

A FIFA iniciará workshops obrigatórios com árbitros internacionais já em novembro de 2024. Em 2025, torneios de base e competições femininas devem receber a tecnologia como laboratório. Os estádios da Copa passarão por ajustes de infraestrutura entre fevereiro e agosto de 2025, quando ocorrerá o primeiro evento-teste oficial.

Conclusão prospectiva: caso a redução de impedimentos atrasados se confirme, a Copa de 2026 pode marcar um divisor de águas no tempo efetivo de bola rolando, influenciar estratégias de linhas altas e, sobretudo, aumentar a segurança dos atletas. As seleções que assimilarem mais rápido essa nova dinâmica de marcação poderão ganhar vantagem competitiva já na fase de grupos.

Com informações de Trivela

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