‘Estou em primeiro lugar de piores contratações da história do Real Madrid, ao lado do Hazard’

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Madri, 13 de junho de 2026 – Em entrevista ao programa “Rio Ferdinand Presents”, o ex-meia Kaká reconheceu que sua passagem pelo Real Madrid (2009-2013) ficou aquém das expectativas e se colocou “em primeiro lugar das piores contratações do clube, ao lado de Eden Hazard”. O brasileiro de 44 anos apontou sucessivas lesões e as escolhas táticas de José Mourinho como principais motivos para o rendimento abaixo do esperado após ser comprado por 65 milhões de euros junto ao Milan em 2009.

Por que o investimento de 65 mi € não se pagou em campo?

Quando Florentino Pérez retomou a presidência do Real Madrid em 2009, apostou em um segundo “galáctico project”. Kaká, eleito Melhor do Mundo em 2007, chegava para ser o elo criativo entre meio-campo e ataque, compondo trio com Cristiano Ronaldo e Karim Benzema. A ideia era que o brasileiro fornecesse condução em velocidade, último passe preciso e presença na área a partir da meia-atacante, setor em que brilhara no Milan.

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Contudo, ainda na primeira pré-temporada, uma pubalgia evoluiu para cirurgia no quadril, limitando seu arranque característico. Entre 2009 e 2011, Kaká perdeu 64 partidas oficiais por problemas físicos, segundo o site Transfermarkt. Na ausência de continuidade, o técnico Manuel Pellegrini, e depois José Mourinho, encontraram soluções em Mesut Özil (contratado em 2010) e Ángel Di María, que entregavam intensidade sem bola e alta produção de assistências – atributos valorizados por Mourinho em transições rápidas.

Raio-X da passagem de Kaká no Real Madrid

Jogos: 120

Gols: 29

Assistências: 39

Títulos: 1 LaLiga (2011/12), 1 Copa do Rei (2010/11) e 1 Supercopa da Espanha (2012)

Participação direta em gols: 0,57 por jogo

Partidas como titular: 72 (60%)

Tempo médio em campo: 58 minutos por jogo

Comparação com outros reforços de alto custo

A autocrítica de Kaká o coloca ao lado de Eden Hazard, adquirido por 115 mi € em 2019 e que somou 76 partidas, 7 gols e 12 assistências antes de rescindir em 2023. Os dois casos têm denominador comum: lesões de média e longa duração que minaram a explosão física, característica-chave de ambos. Já Cristiano Ronaldo – da mesma janela de 2009 – participou de 438 gols (somando tentos e assistências) em 438 partidas, exemplificando como o clube projeta retorno esportivo e comercial quando o atleta mantém disponibilidade superior a 85% da temporada.

O que o caso Kaká ensina ao Real Madrid atual

A análise pública de Kaká ressoa em um Real Madrid que hoje monitora minuciosamente histórico médico antes de grandes investimentos – vide as baterias de testes realizadas com Jude Bellingham e Endrick. O insight tático também permanece: um meia-atacante só justifica alto salário se conseguir entregar intensidade sem bola e versatilidade posicional, demandas cada vez mais presentes nos times de Carlo Ancelotti.

Impacto futuro: legado além das estatísticas

Ainda que o retorno esportivo de Kaká tenha ficado abaixo do esperado, o respeito mútuo citado pelo ex-jogador mostra como comportamento profissional preserva portas abertas em clubes de elite. Sua fala pode influenciar futuras conversas internas sobre apoio psicológico e físico aos atletas recém-chegados, reforçando a visão de que cifras milionárias precisam ser acompanhadas por gestão integrada de performance.

Conclusão prospectiva: Ao revisitar sua passagem merengue, Kaká oferece um estudo de caso valioso para dirigentes e analistas que calibram risco e potencial em contratações de alto impacto. A tendência é que o Real Madrid, atento ao Fair Play Financeiro da UEFA 2026-29, redobre a cautela médica e tática nas próximas janelas, aprendendo com lições que custaram caro – não apenas no balanço financeiro, mas também na memória do torcedor.

Com informações de Trivela

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