Lusail (17/06/2026) – A Inglaterra derrotou a Croácia por 4 x 2, nesta quarta-feira, em Lusail, pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Harry Kane marcou duas vezes e igualou Gary Lineker como maior goleador inglês em Mundiais (10 gols), enquanto Jude Bellingham e Marcus Rashford completaram o placar; Martin Baturina e Petar Musa descontaram. A vitória, construída com um plano tático moldado por Thomas Tuchel para potencializar a versatilidade de Kane, recoloca os Three Lions na liderança do Grupo F.
Por que o esquema virou a favor de Kane
Ao contrário de seleções que isolam o centroavante à espera de cruzamentos, Tuchel repetiu a fórmula vista no Bayern de Munique: Kane recua até a faixa dos volantes, atrai marcadores e cria o passe vertical para pontas velozes. Foi assim que Noni Madueke apareceu livre em transições rápidas, gerou o pênalti inicial e obrigou a Croácia a ajustar a marcação ainda no primeiro tempo.
Como a Croácia reagiu – e onde falhou
Após a pausa para hidratação, o técnico Zlatko Dalic liberou o zagueiro Luka Vuskovic para perseguir Kane fora da área. A pressão deu resultado imediato: o desarme alto originou o 1 x 1 de Baturina. Contudo, ao esticar a última linha, os croatas abriram espaços entre zaga e meio, vulnerabilidade que Bellingham explorou no terceiro gol inglês.
Raio-X da partida
- Posse de bola: Inglaterra 53% x 47% Croácia
- Finalizações: 15 (8 no alvo) x 8 (3 no alvo)
- Chutes dentro da área: Inglaterra 10 x 3 Croácia
- Kane: 2 gols, 1 assistência potencial (pré-assistência para Bellingham), 3 passes-chave
- Bellingham: 1 gol, 89% de acerto nos passes, 5 recuperações
O que muda na tabela do Grupo F
Com seis pontos e saldo +4, a Inglaterra assume a liderança antes de enfrentar Gana (23/06) e Panamá (27/06). A Croácia permanece com três pontos e terá de vencer ambas as partidas restantes para depender apenas de si.
Impacto no planejamento de Tuchel
A confirmação de Kane como pivô criativo aumenta a concorrência entre os pontas. Madueke largou na frente, mas Anthony Gordon, Phil Foden e Jack Grealish seguem cotados. A tendência é de manutenção do 4-3-3 híbrido, que vira 4-2-4 em fase ofensiva, exigindo intensa recomposição dos extremos – ponto observado no segundo gol croata, quando a linha inglesa afundou até um 6-4-0.
Imagem: Sanjin Strukic
Para a Croácia, o problema é o volume ofensivo: apenas oito finalizações contra uma defesa que ainda oscila. Ajustar a circulação de bola entre Luka Modric e Mario Pasalic, sem perder a compactação defensiva, será essencial diante de Panamá e Gana.
No horizonte próximo, a Inglaterra tem chance de selar a vaga antecipada já na próxima rodada; basta vencer Gana e torcer para que a Croácia não some três pontos no mesmo dia. Caso confirme o favoritismo, Tuchel poderá rodar o elenco na terceira partida, testando alternativas sem comprometer o modelo centrado em Kane.
Com informações de Trivela