Danilo expõe impacto de estreia ruim no grupo da Seleção e comenta ‘fantasia’ por Endrick

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NOVA JERSEY (EUA), 17/06/2026 – O lateral-direito Danilo, de 34 anos, revelou nesta quarta-feira, em entrevista no hotel The Ridge, como o elenco da Seleção Brasileira digeriu o empate por 1 a 1 com Marrocos na estreia da Copa do Mundo e avaliou a crescente expectativa em torno do atacante Endrick antes do duelo contra o Haiti, marcado para sexta-feira (19), às 21h30 (de Brasília), na Filadélfia.

Estreia turbulenta e lições táticas

Segundo Danilo, o primeiro tempo diante da atual semifinalista mundial “assustou” o grupo pela dificuldade em manter a posse de bola e em conter o meio-campo marroquino. A conversa ainda no intervalo priorizou “equilíbrio tático e emocional” para evitar que a ansiedade gerasse novos espaços defensivos. O resultado foi um segundo tempo sem grandes sustos para Alisson, mas ainda limitado na criação ofensiva.

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O papel de liderança de Danilo aos 34 anos

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Convocado por Carlo Ancelotti em março, Danilo carrega a responsabilidade de ser uma referência experiente em um setor que perdeu Wesley por lesão. Mesmo atuando como zagueiro – e às vezes reserva – no Flamengo, o veterano utiliza a bagagem de duas Copas para orientar atletas mais jovens. A possível titularidade contra o Haiti reforça a busca por estabilidade na linha defensiva, que sofreu 18 gols nos 15 compromissos pré-Mundial.

Raio-X da estreia brasileira

  • Placar: Brasil 1 x 1 Marrocos
  • Finalizações: 9 brasileiras, 13 marroquinas
  • Gols: Vinicius Júnior (BRA) e Aboukhlal (MAR)
  • Segundo tempo: 0 finalizações no alvo sofridas pelo Brasil após as entradas de Danilo, Matheus Cunha e Luiz Henrique
  • Posse de bola: 52% para o Brasil (dados FIFA)

Endrick: joia pronta ou peça em lapidação?

Endrick, hoje atleta do Real Madrid após empréstimo ao Lyon, soma pouco mais de 90 minutos sob comando de Ancelotti, mas já decidiu o amistoso contra o Egito em junho. Danilo classificou qualquer ruído sobre a personalidade do atacante como “fantasia” e destacou a potência física do jovem, que participou de 25 gols na última Ligue 1 (17 tentos e 8 assistências).

O que muda para o confronto com o Haiti

O Haiti perdeu por 3 a 0 para a França na primeira rodada e costuma adotar bloco médio-baixo, abrindo mão da posse (apenas 38% contra os franceses). A provável entrada de Danilo oferece amplitude pela direita, liberando Luiz Henrique para atacar o corredor interno e dividindo as atenções defensivas que Vinicius Júnior atrai. A expectativa é de que Ancelotti utilize Endrick no segundo tempo, caso precise de mais presença de área contra uma defesa recuada.

Conclusão prospectiva: Se confirmar a titularidade, Danilo terá a chance de consolidar sua liderança em campo e mostrar que a conversa no intervalo contra Marrocos foi mais do que reação pontual. Já Endrick, mesmo cotado para iniciar no banco, surge como carta decisiva para destravar jogos travados – cenário provável frente ao Haiti. O rendimento coletivo nos Estados Unidos poderá indicar se o Brasil alcançará a coesão que o próprio lateral admite ainda não possuir em relação a França e Argentina.

Com informações de Trivela

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