Filadélfia (EUA) – 18/06/2026, 21h30 (de Brasília): Brasil e Haiti se enfrentam nesta sexta-feira pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. Após atuações consideradas abaixo do esperado em suas estreias, Carlo Ancelotti avalia mudanças na Seleção, enquanto Sebastien Migné tende a repetir a formação haitiana.
Por que Ancelotti prepara alterações na defesa e no ataque
O desempenho defensivo brasileiro contra Marrocos gerou preocupação na comissão técnica. A entrada de Danilo no lugar de Ibanez busca melhorar a saída de bola pelo lado direito e reforçar a experiência da última linha. No ataque, a disputa entre Matheus Cunha e Luiz Henrique gira em torno da capacidade de pressionar a saída haitiana e oferecer mobilidade para Vinicius Júnior atacar os espaços.
Raio-X das seleções desde o ciclo 2022-26
Brasil
– 54 gols marcados e 17 sofridos em partidas oficiais pós-Catar 2022.
– 67 % de posse média sob Ancelotti.
– 13 jogadores com experiência prévia de Copa.
Haiti
– 31 gols marcados e 30 sofridos no mesmo período.
– 42 % de posse média nas Eliminatórias da Concacaf.
– 7 atletas atuam em ligas europeias, destaque para o zagueiro Ricardo Adé.
Disputa por espaço no meio-campo defensivo
Casemiro segue como titular apesar da atuação discreta na estreia. A estatística de 7 desarmes corretos por jogo nas Eliminatórias pesa a favor do volante. Já Fabinho, opção imediata, apresenta maior índice de acerto de passes verticais (92 % contra 88 % de Casemiro) — ponto que pode ser decisivo caso o Brasil precise acelerar a circulação.
O que está em jogo no Grupo C
Com apenas um ponto conquistado pelo Brasil e zero pelo Haiti, a partida define quem permanece com chances de avançar sem depender de combinações na última rodada. Uma vitória brasileira elevaria o time a, no mínimo, segundo lugar provisório, pressionando Escócia e Marrocos no duelo seguinte. Já o Haiti precisa pontuar para manter viva a possibilidade de classificação inédita às oitavas.
Imagem: IMAGO
Prováveis escalações
Brasil (4-2-3-1): Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães; Raphinha, Lucas Paquetá, Vinicius Júnior; Matheus Cunha.
Haiti (4-2-3-1): Johny Placide; Carlens Arcus, Hannes Delcroix, Ricardo Adé, Martin Expérience; Jean-Ricner Bellegarde, Danley Jean Jacques; Louicius Deedson, Josué Casimir, Ruben Providence; Wilson Isidor.
Impacto futuro: roteiro para a terceira rodada
Se confirmar as trocas, Ancelotti testará um desenho mais vertical que privilegia transições rápidas. O desempenho de Danilo e Matheus Cunha, portanto, servirá de termômetro para definir a formação contra a Escócia na última rodada. Do lado haitiano, a manutenção do esquema dará continuidade a uma proposta de linhas compactas e contragolpes com Isidor. O resultado desta sexta-feira poderá alterar o cenário matemático e estratégico de todo o grupo.
Com informações de Trivela