Madri, 22 de junho de 2026. O Atlético de Madrid colocou o meia argentino Thiago Almada, de 25 anos, à disposição do mercado nesta janela de transferências. O movimento ganhou corpo após o Al Ahli, da Arábia Saudita, encaminhar uma proposta de aproximadamente € 27 milhões (cerca de R$ 160 milhões) e oferecer ao atleta um contrato de três temporadas.
Por que o Atlético considera a venda agora?
Almada chegou ao Atleti por pouco mais de € 20 milhões e, embora tenha recebido oportunidades sob o comando de Diego Simeone, não se consolidou como peça-chave do sistema rojiblanco. A diretoria vê na oferta saudita uma oportunidade de:
- Recuperar o investimento inicial com margem de lucro.
- Abrir espaço na folha salarial para reforços em setores considerados mais carentes.
- Liberar uma vaga de estrangeiro (extra-comunitário), sempre valiosa em La Liga.
Do ponto de vista esportivo, o meio-campo colchonero já conta com nomes consolidados – como Koke, De Paul e Barrios – o que limita a minutagem do argentino em 2026/27.
O poder de atração da Saudi Pro League
Desde 2023, a liga saudita tem injetado capital pesado para atrair talentos em idade competitiva. Além de salários elevados, o Al Ahli costuma oferecer bônus por desempenho e contratos de curta/média duração (2 a 3 anos), facilitando um eventual retorno do jogador à Europa. Para o clube de Jidá, Almada agregaria:
- Versatilidade para atuar como enganche ou meia pelos lados.
- Status de campeão mundial em potencial – caso se destaque na Copa.
- Perfil de marketing alinhado ao projeto de expansão global do campeonato.
Raio-X de Thiago Almada
- Idade: 25 anos (nascido em 26/04/2001).
- Posição: meia-atacante/armador.
- Clubes anteriores: Velez Sarsfield (base), destaque no Botafogo antes de migrar para a Europa, e Atlético de Madrid desde 2024.
- Principais conquistas coletivas: Copa do Rei 2025 pelo Atleti; convocações frequentes para a seleção argentina.
- Copa do Mundo 2026: titular na estreia contra a Argélia, atuando ao lado de MacAllister, De Paul e Enzo Fernández.
O que pode mudar após a Copa do Mundo
Almada optou por adiar qualquer decisão até o fim do Mundial. O raciocínio do estafe é simples:
Imagem: IMAGO
- Valorização em caso de boa campanha: minutos de qualidade pela seleção podem elevar o preço e atrair clubes de maior expressão nas cinco grandes ligas.
- Análise de projeto esportivo: fatores como liga competitiva, estilo de jogo do técnico e visibilidade internacional pesam mais do que a folha salarial pura.
- Concorrência aberta: além do Al Ahli, há sondagens de times europeus em busca de um “camisa 10” e consultas pontuais de clubes brasileiros e do River Plate.
Impacto potencial para o Atlético de Madrid
Se a venda se concretizar, o Atleti deverá ganhar fôlego financeiro imediato e pode redirecionar recursos para:
- Um volante de contenção – a equipe sofreu com a transição defensiva e terminou o último Espanhol entre as dez piores em gols sofridos em contra-ataques, segundo dados da própria La Liga.
- Renovação contratual de atletas-chave, evitando saídas gratuitas.
- Possíveis reposições de mercado em jogadores mais prontos para o modelo Simeone de intensidade sem bola.
Conclusão prospectiva: o desfecho da novela depende diretamente do desempenho de Thiago Almada na Copa do Mundo. Caso brilhe, o argentino pode atrair propostas superiores e permanecer no futebol europeu; se a performance for discreta, a oferta saudita tende a ser a solução mais vantajosa para todas as partes. De qualquer forma, a situação do meia promete movimentar o noticiário até o fechamento da janela e poderá redesenhar o meio-campo colchonero para a temporada 2026/27.
Com informações de Trivela