Atlanta (EUA), 28.jun.2026 – Thomas Tuchel afirmou, neste sábado (27), que a oscilação da Inglaterra na fase de grupos da Copa do Mundo “não é problema” e que o time está preparado para elevar o nível já na próxima quarta-feira (1), quando encara a República Democrática do Congo, em Atlanta, pelos 32-avos de final.
O caminho até a liderança do Grupo L
A seleção inglesa terminou na ponta da chave com sete pontos, após:
- 4 x 2 na Croácia – estreia empolgante que evidenciou o potencial ofensivo;
- 0 x 0 com Gana – dificuldade diante de bloco baixo e pouca criatividade;
- 2 x 0 sobre o Panamá – gols de Jude Bellingham e Harry Kane garantiram a primeira colocação.
Durante a última rodada, a Croácia chegou a assumir momentaneamente a liderança, mas os ingleses retomaram o topo após balançar as redes na etapa final contra os panamenhos.
Por que Tuchel mantém a calma?
O treinador alemão destacou a experiência do elenco em partidas decisivas de Champions League e Europa League como argumento para crer numa curva de crescimento:
“Esses jogadores estão acostumados a esses momentos… Quanto maiores forem os jogos, maiores seremos”, resumiu.
Historicamente, campeões mundiais costumam atingir o auge técnico somente a partir do mata-mata, algo que reforça o discurso de Tuchel de “evoluir rodada após rodada”.
Raio-X da Inglaterra na fase de grupos
- Gols marcados: 6 (2,0 por jogo)
- Gols sofridos: 2 (0,66 por jogo)
- Finalizações certas: 18 (aproveitamento de 33,3%)
- Posse média: 61%
- Artilheiros: Bellingham e Kane (2 gols cada)
Os números indicam produção ofensiva consistente, mas também escancaram a necessidade de soluções contra defesas em bloco baixo — o principal desafio observado nos empates diante de Gana e nos 45 minutos iniciais frente ao Panamá.
Impacto tático: onde a equipe ainda precisa ajustar
1. Último terço: criação precisa contra linhas recuadas segue irregular; Phil Foden pode aparecer centralizado para facilitar a circulação.
Imagem: Matteo Gribaudi
2. Transição defensiva: apesar dos poucos gols sofridos, a Croácia expôs espaço entre laterais e zagueiros; Declan Rice tem papel chave no balanço.
3. Bola parada: nenhum gol foi originado em escanteios ou faltas laterais até aqui; departamento analítico trabalha para reativar a arma que levou a Inglaterra à semifinal em 2018.
O que esperar do duelo contra a RD Congo
A seleção congolesa constrói contra-ataques velozes pelas pontas e aposta na imposição física. Se repetir a posse elevada, a Inglaterra precisará:
- Recuperar rapidamente a bola na transição ofensiva para evitar contra-ataques;
- Usar amplitude com laterais altos para alongar a linha defensiva congolesa;
- Explorar a qualidade de Kane atacando o espaço entre zagueiros mais pesados.
Perspectiva para o restante do torneio
Se confirmar o favoritismo contra a RD Congo, os Três Leões podem cruzar com adversários de maior pedigree já nas oitavas, cenário que exigirá o “salto de qualidade” prometido por Tuchel. A dosagem física do meio-campo e o ajuste de criatividade no último terço serão determinantes para que a Inglaterra mantenha vivo o sonho de repetir 1966.
Com informações de Trivela