Doha (Catar), 28/06/2026 – O zagueiro Pau Cubarsí, de apenas 19 anos, tornou-se peça central da seleção da Espanha na Copa do Mundo de 2026 ao participar dos três jogos da fase de grupos sem sofrer gols, fator decisivo para a classificação invicta da equipe dirigida por Luis de la Fuente.
Por que Cubarsí ganhou a vaga de titular
Apesar da concorrência de nomes experientes como Aymeric Laporte, a ascensão de Cubarsí se explica por três pilares táticos:
1. Antídoto contra contra-ataques: seu timing de cobertura reduz o espaço nas costas da linha defensiva, fragilidade exposta pela Espanha na Euro de 2024.
2. Qualidade de iniciação: quando Rodri ou Pedri estão pressionados, o zagueiro oferece primeira construção limpa, acelerando a posse com passes verticais entre linhas.
3. Polivalência de perfil: a combinação de velocidade e imposição física permite à Espanha alternar de 4-3-3 para 3-2-5 em fase ofensiva, com Cubarsí fechando o corredor central enquanto os laterais avançam.
Raio-X estatístico: o desempenho de Cubarsí na fase de grupos
• 270 minutos em campo – participou de 100% dos minutos possíveis.
• 0 gols sofridos pela Espanha – única defesa invicta do Grupo E.
• 5,3 recuperações de bola por jogo – média apontada pelo jornal Marca.
• 7 duelos vencidos nos três primeiros compromissos.
Imagem: IMAGO
• 98,3% de aproveitamento em 294 passes – apenas 5 erros.
• 90% de acerto em lançamentos longos – alternativa para quebrar linhas adversárias.
• 0 dribles sofridos contra o Uruguai, partida em que somou 5 cortes e 4 recuperações.
O impacto nas próximas fases
Com a defesa estabilizada, De la Fuente ganha margem para soltar ainda mais laterais como Marcos Llorente e Cucurella, sabendo que Cubarsí cobre transições rápidas. A consistência também libera Rodri para pressionar mais alto, elevando a altura média do bloco espanhol.
O jovem zagueiro soma 15 partidas pela seleção principal e, segundo Laporte, “tem muito potencial”. Caso mantenha os índices de passes progressivos (13 contra o Uruguai) e precisão nos lançamentos, a Espanha reforça seu plano de atrair pressão curta e acionar pontas em profundidade, modelo que pode ser decisivo em um eventual mata-mata contra equipes que marcam por zona média, como França ou Inglaterra.
Observando o panorama tático, manter Cubarsí sem lesões e disciplinado será prioridade no camp de preparação para as oitavas. O zagueiro já provou maturidade além da idade e, se repetir o rendimento, a Espanha chega às fases agudas com um pilar defensivo capaz de sustentar a proposta proativa de posse e pressão alta.
Com informações de Trivela