Como Deschamps se reinventou com uma França semelhante à ‘era Zidane’ na Copa do Mundo

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Nova York (EUA), 08.jul.2026 – Didier Deschamps apresentou, na sua quarta Copa do Mundo à frente da França, a versão mais ofensiva da seleção desde a era Zinedine Zidane. Com um quarteto formado por Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise e mais um quarto homem que varia entre Desiré Doué e Bradley Barcola, os Bleus somam 14 gols em cinco partidas e chegam às quartas de final, nesta quarta (9), contra Marrocos, com 100% de aproveitamento.

Por que Deschamps mudou o desenho tático?

O treinador já havia sido criticado em Mundiais anteriores pelo bloqueio defensivo excessivo, mesmo quando levantou a taça em 2018. Nesta edição, porém, Deschamps optou por substituir o centroavante fixo (papel que foi de Olivier Giroud) por um ataque de posicionamento intercambiável. A mudança tem três justificativas principais:

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  • Potencial de Mbappé: libera o camisa 10 para explorar não só a profundidade, mas também zonas de criação.
  • Dembélé em grande fase física: permite amplitude pelos dois flancos, alternando com Olise.
  • Geração versátil de meio-campistas: Aurélien Tchouaméni e Eduardo Camavinga sustentam a base, dando liberdade aos quatro homens da frente.

Comparação com a França de 2006

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Os analistas europeus já apontam semelhanças com o losango ofensivo de 2006, que tinha Zidane, Ribéry, Malouda e Henry. A principal diferença está na eficiência de finalização: a equipe de 2026 marca 2,8 gols por partida, contra 1,3 do time que foi vice há vinte anos.

Raio-X da campanha francesa

  • Jogos: 5 (3 na fase de grupos, 2 no mata-mata)
  • Gols marcados: 14 (média 2,8)
  • Gols sofridos: 3
  • Artilharia: Mbappé 7, Dembélé 4, Doué 2, Barcola 1
  • Assistências: Olise 5, Dembélé 2, Mbappé 1
  • Posse média: 58%
  • Finalizações por jogo: 17,4 (8,2 no alvo)

O que muda contra Marrocos?

A seleção africana tem a terceira defesa menos vazada do torneio (apenas 2 gols). O desafio francês será abrir o 5-4-1 marroquino sem perder o equilíbrio defensivo em transição. Tendência de jogo:

  1. Olise por dentro para atrair volantes e liberar corredor a Dembélé.
  2. Mbappé flutuando entre lateral e zagueiro para atacar o espaço nas costas da linha de cinco.
  3. Pressão pós-perda curta para impedir contra-ataques de Hakim Ziyech.

Projeção de caminho até a final

Se confirmar o favoritismo, a França encara Espanha ou Bélgica na semifinal. Avançando, Deschamps pode:

  • Igualar Brasil (1994-1998-2002) e Alemanha (1982-1986-1990) com três finais consecutivas.
  • Encerrar seu ciclo na FFF com dois títulos e um vice em quatro Copas.

Conclusão prospectiva

A reinvenção ofensiva de Deschamps potencializou o talento de Mbappé e colocou a França, mais uma vez, no centro do debate tático mundial. Se o quarteto mantiver a média de quase três gols por jogo, a seleção tem argumentos estatísticos e estruturais para chegar ao MetLife Stadium em 19 de julho. Resta saber se o último capítulo do técnico à frente dos Bleus será escrito com mais uma taça – e se o modelo adotado em 2026 se tornará referência para o próximo ciclo.

Com informações de Trivela

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