‘Abriu a caixa de Pandora’: Matthaus detona ex-técnico da Alemanha por fracasso na Copa

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Quem: Lothar Matthäus, campeão mundial em 1990 e lenda da seleção alemã.
O quê: crítica pública à gestão de grupo de Julian Nagelsmann.
Quando: declarações dadas após a eliminação da Alemanha para o Paraguai, em 08/07/2026.
Onde: repercutidas pelo jornal Bild e pela Trivela.
Por quê: segundo Matthäus, decisões incoerentes em convocações e escalações minaram o ambiente e culminaram no adeus precoce à Copa do Mundo 2026.

O pano de fundo: da retomada nas Eliminatórias ao adeus nos pênaltis

Depois de ficar fora do mata-mata nos Mundiais de 2018 e 2022, a Alemanha voltou a avançar de fase na Copa organizada por EUA, Canadá e México. O alívio, no entanto, durou pouco: empate sem gols e derrota nos pênaltis para o Paraguai nos 16-avos trouxe à tona velhas fragilidades de gestão — agora verbalizadas por Matthäus.

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Por dentro das críticas: Goretzka, Neuer e Undav como casos-chave

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Leon Goretzka — Convocado mesmo em baixa no Bayern 25/26, ganhou só 94 minutos em três jogos e recusou a sexta cobrança na disputa de pênaltis. Para Matthäus, Nagelsmann “abriu a caixa de Pandora” ao chamá-lo e depois descartá-lo.

Oliver Baumann — Apontado em 2025 como “número 1” após a aposentadoria de Neuer, perdeu a titularidade justamente para o veterano na lista final. Mensagem contraditória que, segundo o ex-capitão, quebrou a hierarquia interna.

Deniz Undav — Artilheiro do Stuttgart com 39 participações diretas em gols em 46 jogos na temporada, foi reserva na fase de grupos e titular apenas contra o Paraguai. Assegurou cinco gols/assistências, mas não conquistou confiança plena do treinador.

Raio-X da gestão de elenco de Nagelsmann

  • Jogadores testados nas Eliminatórias: 47 (recorde alemão desde 2002).
  • Minutos de Goretzka na Copa: 94 (12% do total possível).
  • Partidas de Baumann como titular pré-Copa: 6; na Copa: 0.
  • Participações diretas de Undav na Copa: 5 (líder da equipe).
  • Uso de Kimmich: 3 vezes como lateral-direito, posição em que a seleção sofreu 40% das finalizações adversárias no torneio.

Impacto tático: setores sem encaixe e ruptura de confiança

A ideia de Nagelsmann era reintroduzir Kimmich na lateral para ganhar construção por dentro com volantes articuladores, mas a execução falhou. Sem Goretzka em ritmo de competição e com Kroos sobrecarregado, a Alemanha perdeu transições ofensivas e acabou previsível. No gol anulado de Undav contra o Paraguai, notou-se a desconexão entre meio-campo e ataque: linhas distantes e pouca aproximação.

O que vem pela frente: Klopp no radar e reconstrução até 2028

Com a demissão confirmada de Nagelsmann, a DFB negocia com Jürgen Klopp para um ciclo que inclui Euro 2028. O possível novo técnico herda uma base talentosa, porém psicológica e taticamente abalada. Prioridades imediatas:

  1. Definir hierarquia no gol, evitando alternâncias abruptas.
  2. Estabelecer função clara para Kimmich (meio ou lateral) sem improvisações recorrentes.
  3. Integrar Undav ao modelo ofensivo desde o início, capitalizando seu pico de performance.

Conclusão prospectiva: As palavras de Matthäus potencializam a pressão por mudanças estruturais. Se Klopp assumir, encontrará um grupo em busca de identidade, mas com matéria-prima para voltar a brigar por títulos. A forma como a DFB gerenciar os próximos amistosos de setembro servirá como termômetro da retomada alemã e indicará se a “caixa de Pandora” será finalmente fechada.

Com informações de Trivela

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