Como a Inglaterra pretende parar Messi? O plano de Tuchel para chegar à final da Copa

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Quem: a seleção inglesa de Thomas Tuchel e a Argentina de Lionel Scaloni.
O que: duelo pela semifinal da Copa do Mundo 2026.
Quando: quarta-feira, 15 de julho.
Por que importa: será o primeiro confronto oficial entre Lionel Messi e a Inglaterra, valendo vaga na decisão do torneio.

O desafio inédito de conter o maior artilheiro argentino

Mesmo com mais de 200 partidas e 125 gols pela seleção argentina, Lionel Messi jamais encontrou a Inglaterra em partidas oficiais. O capitão chega à semifinal empatado com Kylian Mbappé na artilharia da competição – oito gols em seis jogos, média de um a cada 66 minutos – e distribuindo 10 assistências. A missão de estancar esse fluxo ofensivo recai sobre um elenco inglês que, em sua maioria, tem pouca vivência diante do camisa 10, mas conta com três veteranos que já dividiram o gramado com ele em Champions League: Harry Kane, John Stones e Jordan Henderson.

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Experiências prévias: lições individuais contra Messi

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Harry Kane enfrentou Messi em 2018/19, quando Tottenham e Barcelona dividiram grupo na Champions. Viveu os dois extremos: derrota por 4–2 em Wembley, com dois gols do argentino, e empate heroico no Camp Nou, que classificou os Spurs.

John Stones sentiu o impacto de um hat-trick sofrido no Camp Nou (0–4) em 2016/17, mas também participou da resposta do Manchester City no Etihad (3–1).

Jordan Henderson guarda as melhores memórias: integrou o Liverpool que virou um 0–3 para 4–0 em Anfield, semifinal de 2019, anulando Messi no jogo da classificação rumo ao título europeu.

O modelo suíço como ponto de partida

A Suíça foi a primeira seleção a impedir um gol de Messi nesta Copa. Com linhas compactas e negócios de espaço, segurou a Albiceleste em 1–1 no tempo regulamentar, limitando o craque a apenas uma finalização certa em 120 minutos. Esse “bloco médio-baixo” é a principal referência analisada pela comissão de Tuchel.

Como Tuchel deve armar o sistema inglês

Bloco compacto – tendência de uma primeira linha de cinco quando sem a bola, formando 5-4-1 para encurtar o corredor central onde Messi prefere receber.

Duelo no miolo – Declan Rice (caso esteja apto) como “sentinela” à frente da zaga, auxiliado por Bellingham na pressão retardada. A missão é girar Messi de costas, não permitir que ele receba orientado para o gol.

Explorar o costado esquerdo argentino – quando Messi permanece alto no corredor direito, a Inglaterra pretende acionar transições rápidas com seus pontas, exigindo que o camisa 10 recue mais do que gostaria.

Raio-X estatístico do confronto

  • Messi na Copa 2026: 8 gols | 10 assistências | 37 finalizações | 23 passes para finalização
  • Inglaterra de Tuchel: média de 12,4 finalizações concedidas por jogo | 62 % de posse nos mata-matas | apenas 1 gol sofrido em bola parada
  • Minutos de Messi em prorrogações: 240 no total (oitavas e quartas), fator de desgaste a ser explorado

Impacto futuro: o que vale a vaga na decisão

Se conseguir repetir o roteiro suíço sem abdicar de atacar, a Inglaterra quebra um jejum que dura desde 1966 e ainda leva Tuchel, recém-chegado ao comando, a uma final logo em seu primeiro grande torneio. Para a Argentina, a manutenção de Messi em nível decisivo pode significar a chance de levantar uma terceira taça mundial, aproximando-o ainda mais de Pelé e Maradona no debate histórico.

Próximos passos: a semifinal define não apenas o finalista, mas o termômetro físico de Messi e a pressão sobre uma Inglaterra que vem de 120 minutos nas quartas. A gestão de fadiga e a precisão nos ajustes táticos serão monitoradas de perto até o apito inicial.

Com informações de Trivela

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