Infantino: ‘Copa do Mundo com 64 seleções será estudada e analisada’

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Zurique (11.jul.2026) — Gianni Infantino confirmou que a FIFA vai estudar, após o Mundial de 2026, a possibilidade de ampliar a Copa do Mundo de 2030 para 64 seleções. A declaração foi dada ao portal suíço Bluewin antes do duelo Argentina x Suíça, válido pelas quartas de final, e ecoa o lobby da Conmebol por mais vagas. A decisão final será tomada pelos comitês competentes da entidade nos próximos meses.

Por que a FIFA cogita nova expansão?

A justificativa de Infantino é tornar o torneio “para o mundo todo”, reduzindo a distância histórica entre UEFA/Conmebol e as demais confederações. A estratégia repete a de 2017, quando o Conselho da FIFA aprovou o formato de 48 participantes (válido a partir de 2026).

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Internamente, a Conmebol argumenta que 64 vagas eliminariam a necessidade de classificar os “melhores terceiros colocados”, ponto mais criticado da edição de 2026 por criar assimetrias de informação entre as seleções na última rodada da fase de grupos.

O que pode mudar no formato de disputa

Fase de grupos: com 64 seleções, o torneio poderia ter 16 grupos de quatro, classificando apenas os dois primeiros. Isso igualaria o volume de jogos por equipe (mínimo de três) e evitaria cálculo de “terceiro melhor”.

Mata-mata: seriam mantidos os 16-avos de final, totalizando 104 partidas — mesmo número do calendário de 2026.

Calendário: a duração estimada permanece em 39 a 40 dias, pois a FIFA já reservou esse espaço no slot internacional.

Raio-X da expansão de participantes

Evolução histórica do número de seleções na Copa

  • 1930: 13 seleções
  • 1954–1978: 16 seleções
  • 1982: 24 seleções
  • 1998: 32 seleções
  • 2026: 48 seleções
  • 2030 (em estudo): 64 seleções

Impacto em 2026

  • 9 das 10 confederações aumentaram presença no mata-mata. A África levou 9 representantes aos 16-avos, recorde histórico.
  • Estreantes como Uzbequistão, Jordânia e Cabo Verde avançaram além da fase de grupos, reforçando o argumento pró-inclusão de Infantino.

Repercussão geopolítica e financeira

Alinhamento político: ampliar o acesso reforça a base eleitoral de Infantino entre as federações de Ásia, África e Oceania, hoje maioria no Congresso da FIFA (211 votos).

Receita: o relatório financeiro de 2023 projetava US$ 11 bilhões de faturamento no ciclo 2023-2026. Com 64 seleções, a entidade estima novo teto graças à venda de mais direitos de TV e hospitalidade.

Resistência europeia: a UEFA já definiu seu formato de Eliminatórias para 2027-2029 e, nos bastidores, teme sobrecarga de calendário e diluição técnica.

Prazos e próximos passos

1) O post-mortem técnico da Copa de 2026 será apresentado ao Conselho da FIFA em outubro de 2026.
2) Um grupo de trabalho com as seis confederações deve propor cenários até março de 2027.
3) A votação definitiva pode ocorrer no Congresso da FIFA agendado para maio de 2027, quando também se confirma o detalhamento do processo de qualificação.

Impacto futuro: Se aprovado, o Mundial de 2030 iniciaria o ciclo mais inclusivo da história, alterando mapas de vagas em todas as eliminatórias e pressionando confederações a revisarem seus formatos internos já a partir de 2028.

Com informações de Trivela

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