Atlanta (EUA), 13/07/2026 – A 48 horas da semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina, no Mercedes-Benz Stadium, três ídolos do futebol inglês – John Terry, Gary Neville e Joe Cole – elevaram o tom da rivalidade ao afirmar que, “jogador por jogador”, os comandados de Thomas Tuchel são superiores ao elenco albiceleste, atual campeão mundial.
Rivalidade que transcende as quatro linhas
Inglaterra e Argentina se enfrentam pela primeira vez em Copas desde 2002, mas o histórico do duelo é marcado por episódios icônicos – da Mão de Deus e do Gol do Século de Diego Maradona em 1986 à expulsão de David Beckham em 1998. A carga simbólica ainda carrega ecos da Guerra das Malvinas (1982), o que torna qualquer reencontro automaticamente mais tenso.
O que disseram Terry, Neville e Cole
John Terry foi categórico: “A Argentina não me preocupa. Jogador por jogador, somos melhores”.
Gary Neville apontou vulnerabilidade na defesa rival: “Romero e Lisandro são o melhor-pior par de zagueiros do mundo; entre os dois, entregam um gol por partida”.
Já Joe Cole projetou domínio total, inclusive sobre Lionel Messi: “Vamos neutralizá-lo completamente e chegar à final”.
Raio-X do confronto
- Ataque inglês em alta: Harry Kane chega à sua terceira semifinal de grande torneio seguido (Copa 2018, Euro 2021 e agora Copa 2026). Em Mundiais, soma 10 gols (6 em 2018 e 2 em 2022, mais 2 nesta edição).
- Zaga argentina oscilante: Cristian Romero (Tottenham) e Lisandro Martínez (Manchester United) terminaram a temporada 2025/26 com média combinada de 1,7 erros de passe em saída de bola por jogo nos respectivos clubes, segundo dados da liga inglesa.
- Desempenho recente em Copas:
– Argentina 2022: 7V, 0E, 1D | 15 GP, 8 GC (campeã)
– Inglaterra 2022: 4V, 1E, 1D | 13 GP, 4 GC (quartas-de-final)
O que está em jogo para cada lado
Inglaterra tenta retornar a uma decisão mundial 60 anos após o título de 1966 e quebrar o incômodo tabu de eliminações recentes em fases agudas (semifinal em 2018 e quartas em 2022).
Argentina busca manter a hegemonia pós-2022 e chegar à quarta final nas últimas oito Copas, algo que reforçaria a dinastia de Lionel Messi em sua provável última participação no torneio.
Impacto tático projetado
Se a leitura de Neville se confirmar, Tuchel deve insistir na pressão alta para forçar erros de Romero e Lisandro na primeira fase de construção. Já Lionel Scaloni, ciente da confiança adversária, pode avançar Enzo Fernández para auxiliar na saída de bola e quebrar a primeira linha inglesa. A chave estará na capacidade de Messi flutuar entre linhas sem ser acompanhado por Declan Rice.
Imagem: Allstar Picture Library
Próximos capítulos: a bola rola na quarta-feira (15), em Atlanta. Quem vencer encara França ou Brasil na final. Caso a Inglaterra confirme a autoconfiança de seus ex-capitães, quebrará um jejum de seis décadas; se a Argentina triunfar, defenderá o título em busca do tricampeonato consecutivo sul-americano.
Com informações de Trivela